ESPMEXENGBRAIND
29 nov 2025
ESPMEXENGBRAIND
29 nov 2025
😴 Estudos em três países mostram que leite e mel podem melhorar a qualidade do sono em crianças, adultos e idosos — e reacendem um hábito ancestral.
🌙 Leite e mel ganham força como aliados naturais para um sono mais reparador.
🌙 Leite e mel ganham força como aliados naturais para um sono mais reparador.

Leite e mel voltaram ao centro das conversas sobre bem-estar, e não apenas pela tradição: segundo estudos citados por pesquisadores e empresas do setor, essa combinação tão antiga pode realmente ajudar quem luta para ter um descanso de qualidade. A mistura, presente em histórias, rituais religiosos e receitas caseiras, reapareceu nos hábitos de quem busca um sono mais tranquilo, especialmente em tempos de excesso de telas e rotinas aceleradas.

Especialistas lembram que essa dupla atravessa gerações como símbolo de aconchego. Mas hoje, além da memória afetiva, há evidências científicas indicando que leite aquecido com mel pode favorecer o adormecer, reduzir despertares e até melhorar quadros leves de insônia. Atribuições narrativas da indústria apícola destacam que essa sabedoria antiga, antes vista como apenas cultural, agora encontra respaldo em pesquisas clínicas.

Um dos estudos mais citados foi conduzido em Israel com crianças que apresentavam problemas respiratórios. De acordo com os pesquisadores, a administração conjunta dos dois alimentos colaborou para a redução de tosses noturnas e, como consequência, facilitou o sono dos pequenos. Outro ensaio clínico, dessa vez realizado no Irã, acompanhou 68 idosos com doenças coronárias internados em um hospital de referência. Ao introduzirem a bebida duas vezes ao dia, os voluntários relataram melhorias perceptíveis na profundidade do sono e na sensação de descanso ao despertar.

No Japão, outro estudo reforçou a tradição: tomar leite morno com mel cerca de meia hora antes de deitar reduziu a dificuldade de alcançar o sono REM — fase considerada fundamental para a consolidação da memória e a real recuperação do corpo. Esse conjunto de evidências, segundo fontes do setor apícola, tem ajudado a derrubar a ideia de que a prática é apenas folclórica.

A leitura desses dados entusiasma profissionais como Daniel Cavalcante, doutor em Tecnologia de Alimentos e presidente da Associação Brasileira de Estudo das Abelhas (A.B.E.L.H.A.). Ele afirma que é “gratificante ver a ciência corroborar uma sabedoria ancestral” e destaca o papel social de oferecer um alimento de baixo custo que pode auxiliar no combate à insônia — problema que, segundo ele, cresce silenciosamente na população.

Com base nesses estudos, empresas especializadas em mel passaram a sugerir que leite e mel integrem a chamada “higiene do sono”, um conjunto de hábitos simples capazes de preparar o corpo para descansar. A lógica é prática: se o ambiente moderno impõe estímulos constantes, criar pequenos rituais pode funcionar como um “desligamento” gentil antes de dormir.

Para uma rotina mais tranquila, as recomendações incluem manter um horário fixo para ir para a cama, evitar alimentos pesados após as 20h e reduzir bebidas estimulantes como café, chás escuros e energéticos. A ingestão de um copo americano de leite morno adoçado com meia colher de sopa de mel aparece entre os passos centrais do ritual. Outros cuidados envolvem deixar o quarto silencioso e escuro, evitar levar o celular para a cama, não vigiar o relógio e limitar o sono entre 6h30 e 8h por noite.

No setor apícola, empresas familiares que cresceram com foco em qualidade e certificações internacionais reforçam que o mel — especialmente quando produzido de forma controlada e auditada por órgãos federais — tem conquistado reconhecimento no Brasil e fora dele. Entre os prêmios citados por fontes da indústria estão conquistas no Congresso Brasileiro de Apicultura e reconhecimentos profissionais recebidos em países como Canadá, Bélgica e Reino Unido.

A retomada do interesse por práticas naturais também reaquece o debate sobre alimentos funcionais, que vêm ganhando espaço nas prateleiras e nas rotinas de bem-estar. E, ao que tudo indica, a onda deve continuar: pesquisas, tradições e hábitos contemporâneos parecem convergir em torno de um mesmo ponto — o desejo de dormir melhor.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Guaíra News

Te puede interesar

Notas Relacionadas