Com foco em pequenos e médios produtores, a produção de leite paranaense tem destaque nacional.
O primeiro trimestre deste o Paraná registrou 833.177 litros de leite adquirido, sendo o segundo estado com maior produção.
O primeiro trimestre deste o Paraná registrou 833.177 litros de leite adquirido, sendo o segundo estado com maior produção.

Com foco em pequenos e médios produtores, a produção de leite paranaense tem destaque nacional. As condições climáticas e tecnificação diferenciada da atividade vêm contribuindo para que, além de relevância no café, na tilápia, no frango e nos grãos, o estado seja o segundo maior produtor de leite do país.

O primeiro trimestre deste ano registrou uma quantidade de 5.883.069 litros de leite adquiridos em todo o Brasil. Somente o Paraná registrou 833.177 litros de leite adquirido, sendo o segundo estado com maior produção.

Em primeiro lugar, Minas Gerais, com 1.433.166 litros. As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Outros estados que têm uma relevância, com produções consideráveis, são Rio Grande do Sul e Goiás.

O coordenador estadual do Programa Leite do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Rafael Piovezan, reforça que praticamente em todos os 399 municípios paranaenses há produção leiteira. O estado produziu 4,3 bilhões de litros no ano passado, em torno de 12 milhões de litros por dia.

Piovezan revela que a produção, em geral, é de pequenos e médios produtores. “O leite é uma excelente alternativa para geração de renda. Produções extensivas vão se preocupar em produzir soja, por exemplo”.

Ele relata que muitos os produtores têm uma atividade diversificada. “Quem produz leite, não produz só leite. Produz o milho e pasto. Tem que ser agricultor e pecuarista. Precisa criar as bezerras, armazenar e cuidar do leite, envolve uma estrutura complexa”, afirma o coordenador.

As características fundiárias do Paraná favorecem para que a produção de leite se mantenha e tenha crescimento. O estado tem condições adequadas de solo, alimentação, genética e clima para a produção.

A região de Campos Gerais é uma área com grandes produtores e cooperativas, mas nas regiões sudoeste e oeste paranaenses também há famílias produtoras de leite.

“Em geral, na região de Campos Gerais tem produtores com 1 mil ou 2 mil vacas. No sudoeste e oeste, famílias com 30 ou 50 vacas”, explica Piovezan.

Ele ressalta que somente os municípios de CastroCarambeí Arapoti concentram a mesma quantidade que a produção de leite de todo o sudoeste e oeste do Paraná. “Modelos diferentes no mesmo estado, com condições climáticas e de tecnificação da atividade divergentes”.

Diagnóstico da cadeia produtiva de leite será feito no Paraná

Para entender melhor a cadeia produtiva do leite no estado e, com isso, promover políticas públicas para o produtor, o IDR-Paraná está realizando um levantamento com os produtores que gerará um diagnóstico da cadeia produtiva do leite.

Esse levantamento começou a ser realizado em junho, com a aplicação de questionários e capacitação dos profissionais, e seguirá com análise em campo.

O objetivo é que os dados sejam processados em agosto. Até setembro, deve ser divulgado o material. “Quando conhecemos melhor a cadeia produtiva, podemos ter políticas públicas que alavanquem a produção e deem suporte para o produtor.

Esperamos que o produtor possa receber bem, é um trabalho confidencial e toda a informação coletada é de responsabilidade do IDR”, diz o coordenador estadual do Programa Leite do IDR-Paraná.

Segundo Piovezan, alguns dos principais desafios do estado é a viabilização e a logística da produção. Outro fator é a sucessão familiar. Em muitos casos, é uma tradição familiar atuar com leite. Contudo, Piovezan relata que os jovens, filhos dos fazendeiros, em maioria, não se interessam pela área.

“O produtor está pela tradição da família, mas os jovens não se interessam por isso e têm uma visão pragmática. É preciso construir a cadeia de uma forma que os jovens possam se interessar mais. Naturalmente, tem uma concentração de produção de grandes indústrias e as pequenas famílias vão perdendo espaço”, afirma.

Paraná é berço do cooperativismo e auxilia no crescimento leiteiro

O coordenador estadual do Programa Leite do IDR-Paraná destaca que as cooperativas têm um papel fundamental na produção de leite. “O Paraná é um berço das cooperativas e exemplo para todos os outros estados de cooperativismo”.

“Hoje, as cooperativas juntas detêm grande parte da produção. Existem grandes centrais de leite. A Unium é uma grande central de cooperativa, a segunda maior indústria de leite no Paraná. A cooperativa tem um papel fundamental na cadeia do leite. O produtor pode comprar os insumos e está inserido na cadeia produtiva”, acrescenta.

O Grupo Unium atua com três cooperativas: CastrolandaFrísia e Capal, na região de Campos Gerais. Além das três que atuam com produção de leite, a indústria tem mais duas cooperativas parceiras – Cooperativa Witmarsum e Cooperativa Coamig.

A empresa tem 730 produtores, que fornecem 2,7 milhões de litros de leite por dia. Para coletar e transportar essa quantidade, há mais de 150 pessoas envolvidas no processo logístico.

Visando melhorar a capacidade de processamento de leite nas indústrias, o grupo está construindo uma queijaria que terá capacidade de processar 800 mil litros por dia. O investimento será de R$ 460 milhões.

Em 2022, a intercooperação produziu 910 milhões de litros de leite. A expectativa é de crescimento entre 8% a 10% em 2023. Apesar disso, Rogério Marcus Wolf, coordenador comercial do leite do Grupo Unium, explica que os desafios da cadeia leiteira são diversos. “O desafio maior é viabilizar o negócio como um todo.

Desde a capacidade industrial para o recebimento de toda a produção, alocando a matéria-prima leite, dentro de um contexto comercial que seja sustentável para que haja retorno financeiro para os associados produtores de leite, justificando assim todos os investimentos por eles realizados em termos de produção de leite em suas propriedades”.

Outra indústria com alta produção no Estado é a Frimesa, formada por cinco cooperativas filiadas – Copagril, Lar, C. Vale, Copacol e Primato – que envolvem 2.190 produtores. A Frimesa recebe o leite nas plataformas das suas indústrias para processar e comercializar toda a produção. Os produtores produzem através das suas cooperativas e entregam o leite para a indústria.

Com atuação no Oeste e Sudoeste do Estado, em 2022, a indústria processou 249,4 milhões de litros de leite, ou seja, 683 mil litros por dia. A expectativa é que para este ano tenha uma alta de 14,5% na produção.

O diretor presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek, afirma que a indústria tem investido em tecnologia nos processos, pesquisa, desenvolvimento e inovação dos produtos. “Os investimentos estruturais já foram realizados, e em 2023 deverá investir R$50 milhões em melhorias contínuas de seus processos”.

Segundo Zydek, as cooperativas têm um papel essencial em garantir a estabilidade nos preços com a valor agregado da industrialização, além de prestarem assistência técnica e insumos necessários.

“Os maiores desafios estão no mercado onde a diferença de preços entre o produtor e o consumidor é grande. As margens do varejo precisam ser ajustadas para que as proporções sejam mais justas”, diz o diretor presidente executivo da Frimesa.

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Claro que nem preciso contar que por trás dessa agenda tem um nome bem conhecido, cujas aplicações renderão, com toda certeza, rios de dinheiro para o onipotente investidor da agenda da Organização das Nações Unidas, ONU – Bill Gates.  O que tem de bom aí para nós? Provavelmente nada, e muito embora a abordagem seja “vendida” como sustentável e boa para o planeta, temo que para nós, humanos, não seja assim tão maravilhoso o caminho trilhado.

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