ESPMEXENGBRAIND
9 jan 2026
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Proteína segue como motor de inovação e ganha novas funções em 2026 💪
💪 Proteína deve seguir no centro das inovações de alimentos em 2026
💪 Proteína deve seguir no centro das inovações de alimentos em 2026

A proteína deve continuar exercendo papel central no mercado global de alimentos e bebidas em 2026, consolidando-se não apenas como um diferencial, mas como um atributo esperado pelo consumidor.

Analistas do setor e fornecedores de ingredientes avaliam que a chamada “febre das proteínas” entra em uma nova fase, marcada pela diversificação de aplicações, pela combinação com benefícios funcionais e pela expansão para categorias além dos produtos tradicionalmente associados ao nutriente.

Nos últimos anos, alegações como “alto teor de proteína” passaram a ocupar espaço em praticamente todas as gôndolas, abrangendo desde iogurtes, cereais e bebidas até snacks e sobremesas. De acordo com análises da Mintel, essa lógica de “maximização” do teor proteico tende a perder força no longo prazo, à medida que os consumidores adotam dietas mais equilibradas e variadas até 2030. No curto prazo, porém, o movimento segue intenso e sustentado.

Especialistas em ingredientes avaliam que, nos próximos 12 meses, a proteína continuará sendo um dos principais vetores de inovação na indústria. O interesse do consumidor em saciedade, controle de peso e manutenção da massa muscular segue impulsionando lançamentos, especialmente em categorias de consumo rápido e conveniência.

As estratégias adotadas por grandes multinacionais reforçam essa leitura. A Nestlé, por exemplo, ampliou seu portfólio com refeições congeladas prontas com alto teor de proteína e desenvolveu um microgel patenteado à base de soro de leite para enriquecimento de bebidas lácteas. A tecnologia busca melhorar textura e estabilidade, ao mesmo tempo em que aumenta o conteúdo proteico.

A Danone também vem ampliando sua aposta no segmento, com o lançamento de shots contendo 10 gramas de proteína, voltados especialmente à saúde muscular. A estratégia dialoga com consumidores que buscam soluções práticas e porções menores, mas com alto valor nutricional agregado.

Para a Arla Foods Ingredients, a tendência deve ganhar ainda mais tração em 2026 com a chegada de novos refrigerantes proteicos formulados a partir da beta-lactoglobulina do soro do leite. Segundo Peter Schouw Andersen, diretor sênior de nutrição de desempenho da empresa, grandes marcas globais já trabalham nesse tipo de aplicação, explorando a proteína em formatos antes pouco convencionais.

Além do volume de proteína, a indústria passa a olhar com mais atenção para o conceito de valor agregado. A FrieslandCampina Ingredients define essa abordagem como “proteína-plus”, que combina alto teor proteico com ingredientes funcionais, como fibras, prebióticos ou compostos voltados à saúde intestinal, energia e bem-estar.

Na prática, a proteína deixa de ser um elemento de diferenciação e passa a ser um pré-requisito básico. O foco das marcas se desloca para o que vem junto com ela. Bebidas lácteas, iogurtes e sobremesas congeladas surgem como plataformas naturais para essa evolução, permitindo combinações entre sabor, funcionalidade e conveniência.

Esse movimento também se reflete no foodservice. Redes globais como a Starbucks ampliaram a oferta de bebidas com alto teor de proteína, incluindo lattes e cold foams que podem chegar a até 36 gramas de proteína por porção grande. A estratégia busca atender consumidores que desejam unir indulgência, funcionalidade e praticidade no consumo fora do lar.

Apesar da força da tendência na América do Norte e na Europa, o avanço da febre das proteínas ocorre de forma desigual pelo mundo. Segundo Andrew Taylor, vice-presidente executivo de alimentos e bebidas da Novonesis, mercados asiáticos e outras regiões ainda estão em estágios iniciais desse movimento.

“Em muitos países, essa tendência está apenas começando”, afirma o executivo. Para ele, o ritmo de adoção da proteína como atributo central varia conforme a maturidade do mercado, assim como acontece com demandas por rótulos limpos e ingredientes naturais.

Outro fator que reforça a conexão entre proteína e consumo é o avanço dos medicamentos à base de GLP-1 e a crescente busca por controle de peso. Consumidores associam alimentos ricos em proteína à saciedade prolongada e à preservação da massa muscular, o que sustenta a demanda em diferentes faixas etárias.

Para especialistas do setor, a febre da proteína não dá sinais de arrefecimento em 2026. Embora o discurso avance para propostas mais equilibradas, funcionais e sofisticadas, o espaço para crescimento permanece amplo, especialmente fora dos mercados mais maduros. Nesse cenário, a proteína segue como peça-chave na estratégia de inovação da indústria de alimentos e bebidas.

Escrito para o eDairyNews, com informações de BHB Food.

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