Na pecuária leiteira, o índice registrado foi de 3,6%, com o segmento correspondendo por 4.208.867 doses. “No leite, também tivemos um desempenho acima do esperado. O ambiente não era favorável, pois fatores como a greve dos caminhoneiros e a queda no preço do leite tiveram impacto negativo no mercado. Além disso, em 2017, muitas fazendas abandonaram a atividade. Mesmo assim, houve uma recuperação, impulsionada pelas propriedades mais tecnificadas que passaram a investir na robotização da ordenha, no sistema de instalação compost barn e em outras tecnologias para elevar a produção leiteira”, conta o dirigente.
Crescimento também nas exportações, com 418.988 doses exportadas, elevação de 22,5%. Neste caso, as raças leiteiras foram as mais demandadas, com liderança do Girolando. “Esse dado deixa claro a valorização da genética brasileira no exterior. A procura pelo Girolando é cada vez maior e não tenho dúvidas de que, futuramente, as exportações de sêmen da raça vão superar até a demanda interna”, acredita.
PESQUISA CEPEA
A elaboração do Index ASBIA 2018 ficou a cargo do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) que, desde o ano passado, passou a fazer as análises das vendas de sêmen trimestralmente. Este é o primeiro relatório que traz os dados separados por trimestre, medida que visa a facilitar a tomada de decisão de toda a cadeia produtiva em relação a novos investimentos.
“A parceria com o Cepea está sendo fundamental para conseguirmos especificar cada vez mais as informações sobre o uso da inseminação artificial. O próximo passo será disponibilizar os dados de vendas a cada trimestre, e não mais por semestre. Também pretendemos trazer as vendas por município. Hoje, divulgamos os dados por estado. Além disso, estamos conseguindo antecipar o fechamento do relatório para que a informação esteja disponível no início do ano”, informa Saud.
O presidente da ASBIA acredita que o cenário econômico está mais favorável e deve ajudar a aquecer o mercado de genética. Entre os fatores está a melhora da economia do País, com a redução do índice inflacionário e a retomada dos empregos, o que deve elevar o poder de compra do consumidor.
Também deve influenciar a produção recorde de grãos no Brasil e a queda do preço da soja e do milho, reduzindo os custos de produção. Com menos custos, a tendência é que o produtor invista mais em tecnologias, como a inseminação.