O leite é um dos alimentos mais completos e estudado. Tanto para a produção como sua transformação e utilização nas mais diferentes formas de conservação. A tecnologia de lácteos está sempre em evolução para novos produtos.
Bem verdade, a maioria se alimenta sem ter problema de digestão. Mas, outros, estimativa de 20%, não toleram a lactose um de seus componentes e ou tem alergia a proteína de leite de vaca. Essa disfunção também pode ser ocasionada por quem come pouca fibra como frutas e hortaliças. Por isso, o diagnóstico deve ser feito por médico e a alimentação adequada a cada situação. Na pesquisa realizada no Brasil de consumo de leite, cerca de 53 milhões dizem terem problemas com leite. E que cerca de 88% fala sem ter diagnóstico médico. Lembro que a alergia à proteína do leite ocorre no sistema imunológico e pode ser em alguns casos reversível. A intolerância à lactose ocorre no sistema gastrointestinal ao açúcar do leite. São diferentes.
Este grupo tem chamado atenção para um nicho de mercado importante e promissor. E os pesquisadores estão descobrindo formas novas de produtos que já estão no mercado.
Um grupo de pesquisadores da Nova Zelândia em 1990 pesquisando a caseína, um dos componentes do leite, descobriu uma diferença que passou a ser chamada de A1 e A2.

No Brasil esta diferenciação iniciou em 2015 sendo lançado em 2018 os primeiros produtos e reconhecido pelo Ministério da Agricultura (MAPA) como “produto de origem A2A2” em 2019.

As vacas produtoras de leite A2A2 passam a ter tratamento diferenciado dentro da propriedade e seu leite é recolhido separadamente e processado da mesma forma que o leite tradicional, mas, em linha de produção única. A alimentação do dia a dia também reflete na qualidade do leite como todos que atuam no setor sabem. Pastagem e alimentação balanceada é muito importante.
Já há marcas comerciais com preços ao redor de R$8,00 a R$10,00 por litro. A certeza de ter o problema com alergia e ou intolerância a lactose é o primeiro passo do consumidor. Repito que são diferentes e aí é com os médicos.
Já estão no mercado leite fluido, leite em pó e a partir daí é possível fazer os derivados lácteos como queijos, manteiga, iogurtes, requeijão da mesma forma que o leite tradicional.







