ESPMEXENGBRAIND
3 abr 2025
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3 abr 2025
Os preços dos produtos lácteos seguem tendências divergentes entre Argentina e Uruguai: enquanto o mercado argentino registra alta nos valores médios de exportação, o setor uruguaio enfrenta queda de preços e redução no volume exportado. Descubra os principais movimentos do comércio lácteo na região.
Argentina
Enquanto a Argentina registra alta nos preços médios de exportação, o Uruguai enfrenta queda nos valores e volumes exportados.

South Dairy Trade ARGENTINA:

Análise do Mercado Lácteo Argentino – Primeira Quinzena de Fevereiro de 2025

Na primeira quinzena de fevereiro de 2025, o mercado lácteo argentino mostrou uma melhoria no preço médio total de exportação, alcançando USD 3.969,10 por tonelada, o que representa um aumento de 4,05% em relação à segunda quinzena de janeiro (USD 3.814,61).

No entanto, em termos de volume, as toneladas exportadas sofreram uma queda de 28,36%, passando de 16.799,26 toneladas na segunda quinzena de janeiro para 12.036,72 toneladas na primeira quinzena de fevereiro.

Quanto à diversificação de destinos, as exportações foram realizadas para 30 mercados, um a menos do que na quinzena anterior (31 destinos).

Conclusão

O início de fevereiro apresenta um mercado com preços mais altos, mas com uma redução significativa no volume exportado e uma leve diminuição no número de destinos. Isso pode refletir uma menor oferta disponível, mudanças na demanda internacional ou variações nas condições comerciais.

Leite em Pó Desnatado
● Preço: USD 3.119,14
● Variação: Aumento de 1,50%

● Toneladas Exportadas: 891,07

Queijo Semiduro
● Preço: USD 4.631,91
● Variação: Aumento de 1,56%
● Toneladas Exportadas: 3.033,65

Queijo Duro
● Preço: USD 6.552,49
● Variação: Aumento de 1,08%
● Toneladas Exportadas: 882,74

Manteiga
● Preço: USD 6.404,75
● Variação: Aumento de 1,65%
● Toneladas Exportadas: 562,35

ButterMilk
● Preço: USD 2.900
● Variação: Sem alteração
● Toneladas Exportadas: 23,50

Soro Permeado
● Preço: USD 552,61
● Variação: Aumento de 1,47%
● Toneladas Exportadas: 555,80

Soro Parcialmente Desmineralizado (D40%)
● Preço: USD 1.134,75
● Variação: Queda de 1,01%
● Toneladas Exportadas: 1.090,92

Concentrado de Proteína de Soro em Pó 35% (WPC 35%)
● Preço: USD 2.242,78
● Variação: Aumento de 2,11%
● Toneladas Exportadas: 523,01

Concentrado de Proteína de Soro em Pó 80% (WPC 80%)
● Preço: USD 6.921,45
● Variação: Queda de 2,61%
● Toneladas Exportadas: 180,88

Conclusões Relevantes do Mercado Lácteo Argentino

Queda no Volume Exportado em Todos os Principais Produtos. Na primeira quinzena de fevereiro, observou-se uma redução generalizada no volume exportado em comparação com a segunda quinzena de janeiro. Os produtos mais afetados foram:

● Leite em Pó Integral: queda de 29,3% (de 6.070,65 para 4.292,81 toneladas).
● Leite em Pó Desnatado: queda de 50,9% (de 1.816,72 para 891,07 toneladas).
● Queijo Semiduro: redução de 28,5% (de 4.244,13 para 3.033,65 toneladas).
● Soro Parcialmente Desmineralizado (D40%): queda de 28,7% (de 1.530,92 para
1.090,92 toneladas).
● Manteiga: queda de 30,7% (de 811,98 para 562,35 toneladas).

Aumento de Preços na Maioria dos Produtos

Apesar da queda nos volumes exportados, os preços apresentaram uma tendência de alta, o que pode refletir uma menor oferta disponível ou um aumento na demanda por produtos específicos. Destacam-se:

● Leite em Pó Integral: aumento de 1,43%.
● Leite em Pó Desnatado: aumento de 1,50%, recuperando-se da queda anterior.
● Manteiga: aumento de 1,65%, consolidando sua tendência positiva.
● Queijo Semiduro: aumento de 1,56%, revertendo a queda da quinzena anterior.

Produtos com Perda de Valor

Alguns produtos registraram queda nos preços, como:

● Soro Parcialmente Desmineralizado (D40%): queda de 1,01%, após um aumento
de 9,95% na quinzena anterior.
● Concentrado de Proteína de Soro em Pó 80% (WPC 80%): queda de 2,61%,
perdendo parte do ganho do período anterior.

Divergência na Exportação de Derivados do Soro

● Soro Permeado: apesar do aumento de 1,47% no preço, o volume exportado caiu 46,2% (de 1.032,80 para 555,80 toneladas).
● Concentrado de Proteína de Soro 35% (WPC 35%): dobrou seu volume exportado, passando de 256,00 para 523,01 toneladas, indicando um possível aumento na demanda.

South Dairy Trade URUGUAI:

Análise do Mercado Lácteo Uruguaio – Primeira Quinzena de Março de 2025

Na primeira quinzena de março de 2025, o mercado lácteo uruguaio apresentou uma queda no preço médio de exportação, situando-se em U$D 3.920,50 por tonelada, o que representa uma redução de 3,61% em relação à segunda quinzena de fevereiro (U$D 4.067,35).

Além disso, houve uma redução de 11,58% no volume exportado, passando de 7.751,14 toneladas na quinzena anterior para 6.853,42 toneladas neste período. Quanto à diversificação dos mercados, as exportações foram destinadas a 26 países, uma queda em comparação com os 30 destinos do período anterior.

Conclusão

O início de março mostra um recuo nos preços e no volume exportado, o que não está relacionado a uma menor demanda internacional, mas sim a mudanças nas condições comerciais e a uma redução significativa na produção disponível.

A diminuição no número de destinos também sugere uma menor diversificação dos mercados, o que pode impactar a estabilidade do comércio lácteo uruguaio no curto prazo devido aos fatores mencionados anteriormente.

Leite em Pó Integral:
● Preço: USD 3.996,93
● Variação: Aumentou 0,40%
● Toneladas Exportadas: 5.104,66

Leite em Pó Desnatado:
● Preço: USD 3.182,36
● Variação: Diminuiu 2,20%
● Toneladas Exportadas: 789,26

Queijo Semiduro:
● Preço: USD 4.907,94
● Variação: Aumentou 4,50%
● Toneladas Exportadas: 126

Queijo Duro:
● Preço: USD 5.997,24
● Variação: Diminuiu 2,23%
● Toneladas Exportadas: 135

Manteiga:
● Preço: USD 6.487,42
● Variação: Aumentou 1,43%
● Toneladas Exportadas: 323,50

ButterMilk:
● Não houve exportações neste período.

Soro Parcialmente Desmineralizado (D40%):
● Preço: USD 1.139,91
● Variação: Aumentou 4,43%
● Toneladas Exportadas: 375

Conclusões Relevantes do Mercado Lácteo Uruguaio – Primeira Quinzena de Março de 2025

Redução do Volume Exportado em Produtos-Chave. Na primeira quinzena de março, houve uma forte queda nas toneladas exportadas em comparação com a segunda quinzena de fevereiro, destacando-se:

● Leite em Pó Integral: -16,8% (de 6.136,60 para 5.104,66 toneladas).
● Queijo Semiduro: -49,4% (de 249,20 para 126 toneladas).
● Queijo Duro: -30,2% (de 193,50 para 135 toneladas).
● Manteiga: -10,4% (de 360,82 para 323,50 toneladas).

A única exceção foi o Leite em Pó Desnatado, que registrou um aumento de 24,1% no volume exportado (de 636,01 para 789,26 toneladas), apesar da queda no preço.

Aumento de Preços em Alguns Produtos, mas com Queda no Volume. Apesar da contração nas exportações, alguns produtos tiveram alta nos preços:

● Leite em Pó Integral: +0,40%, consolidando uma leve tendência de alta.
Queijo Semiduro: +4,50%, após queda na quinzena anterior.
● Manteiga: +1,43%, demonstrando estabilidade no mercado.
● Soro Parcialmente Desmineralizado (D40%): +4,43%, com um aumento nas exportações de 100,01 para 375 toneladas (+275%).

Entretanto, outros produtos registraram queda nos preços, como o Queijo Duro (-2,23%) e o Leite em Pó Desnatado (-2,20%), sugerindo menor demanda ou ajustes comerciais.

Desaparecimento das Exportações de ButterMilk

O ButterMilk não teve exportações na primeira quinzena de março, após ter registrado 75 toneladas na quinzena anterior a um preço de USD 3.376,00.

Queda na Exportação de Queijos

● Queijo Semiduro perdeu metade de seu volume exportado, apesar do aumento no
preço.

● Queijo Duro também registrou uma redução de 30,2% no volume, com queda no
preço, indicando menor demanda internacional ou dificuldades na colocação em
mercados-chave.

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