ESPMEXENGBRAIND
23 jan 2026
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🌱 A cooperativa Arla Foods afirma que todo o consumo elétrico europeu já vem de energia renovável, apoiado por PPAs e certificados.
🔋 A estratégia de energia renovável da Arla inclui PPAs solares e eólicos e compra direta de certificados de seus cooperados.
🔋 A estratégia de energia renovável da Arla inclui PPAs solares e eólicos e compra direta de certificados de seus cooperados.

A energia renovável passou a suprir integralmente o consumo de eletricidade da Arla Foods em suas operações europeias, segundo informou a própria cooperativa de laticínios pertencente a agricultores.

A empresa afirma que todas as suas unidades industriais na Europa agora operam com eletricidade proveniente exclusivamente de fontes renováveis, consolidando um processo construído ao longo de vários anos.

De acordo com a Arla, cerca de 93% de todo o consumo elétrico do grupo está concentrado na Europa. Nessa região, a cooperativa opera 46 unidades distribuídas por sete países, o que torna a transição um dos movimentos mais amplos já realizados pela empresa no campo energético. A mudança combina contratos de compra de energia de longo prazo com certificados de mercado aberto.

David Boulanger, vice-presidente executivo da cadeia de suprimentos da Arla Foods, atribuiu o resultado ao esforço contínuo das equipes envolvidas. Segundo ele, alcançar eletricidade 100% renovável representa um marco relevante para a cooperativa. Em sua avaliação, trata-se de uma conquista que reflete não apenas metas ambientais, mas também decisões estruturais de longo prazo vinculadas a projetos concretos de geração de energia na União Europeia e no Reino Unido.

A estratégia adotada pela Arla se apoia em uma divisão considerada equilibrada entre certificados de energia renovável e contratos de compra de energia, conhecidos como PPAs (Power Purchase Agreements). Nos últimos anos, a cooperativa firmou diversos PPAs para garantir fornecimento estável de eletricidade gerada por fontes eólica e solar, reduzindo a exposição à volatilidade do mercado energético.

Segundo a empresa, ao se comprometer com contratos de longo prazo, a Arla contribui diretamente para a viabilidade financeira de novos projetos de geração renovável. Boulanger observou que empresas de energia frequentemente exigem a segurança de consumidores âncora antes de investir em grandes empreendimentos, como parques eólicos ou solares. Nesse contexto, contratos extensos funcionam como um sinal de demanda estável e previsível.

Entre os acordos em vigor, a Arla destaca um PPA de 44 GWh por ano para instalações solares e eólicas em Pronsfeld, na Alemanha, próximo à maior fábrica de laticínios do grupo. No Reino Unido, dois parques solares localizados em Lincolnshire e Kent fornecem conjuntamente 20 GWh anuais. A cooperativa também assegurou 43 GWh por ano de um parque solar na Dinamarca e 90 GWh anuais por meio do maior PPA solar já firmado na Suécia.

A parcela restante da eletricidade renovável utilizada pela Arla é coberta por certificados. Uma parte desses certificados é adquirida diretamente de agricultores cooperados, que geram eletricidade em suas próprias propriedades por meio de turbinas eólicas e outros sistemas. Segundo a empresa, esse modelo permite que os produtores obtenham melhores preços por seus certificados, ao mesmo tempo em que reforça a integração entre produção agrícola e transição energética.

Paralelamente à migração para energia renovável, a Arla informou que vem investindo de forma consistente na eletrificação de sua cadeia de suprimentos. Projetos de grande porte na Dinamarca, Alemanha e Reino Unido ampliaram o uso de eletricidade em substituição a combustíveis fósseis. Como resultado, quase 30% do consumo total de energia da empresa já provém de eletricidade, proporção que deve crescer no próximo ano.

Para Boulanger, a redução do consumo energético continua sendo a prioridade central, mas a eletrificação desempenha um papel estratégico na descarbonização das operações. Ele destacou que o avanço diminui a dependência de combustíveis fósseis e reduz a exposição a riscos geopolíticos e à volatilidade dos mercados de energia, fatores que ganharam peso nos últimos anos.

O executivo acrescentou que o uso exclusivo de eletricidade renovável potencializa os efeitos dessas medidas, fortalecendo a agenda de sustentabilidade da cadeia de suprimentos da cooperativa. Na visão da Arla, a combinação entre eficiência energética, eletrificação e contratos de longo prazo cria uma base mais resiliente para a produção de laticínios no médio e no longo prazo.

Com a transição europeia concluída, a Arla Foods informou que agora avalia como ampliar a participação de energia elétrica renovável em suas operações fora da Europa. A empresa não detalhou prazos ou investimentos específicos, mas indicou que a experiência europeia servirá de referência para os próximos passos em outras regiões.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de MundoCoop

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