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30 jan 2026
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🐄 A demanda da Turquia por terneiras Holandês e Jersey reforçou preços e deu fôlego ao mercado de gado leiteiro em 2025.
💡 A consolidação da Turquia como compradora recorrente redesenha o cenário da exportação de gado leiteiro em pé.
💡 A consolidação da Turquia como compradora recorrente redesenha o cenário da exportação de gado leiteiro em pé.

A Turquia se consolida como destino estratégico do gado leiteiro, e o ano de 2025 terminou com um balanço amplamente positivo para a compra e venda de animais, tanto no mercado interno quanto na exportação.

A avaliação é de Federico Di Santi, diretor do escritório DSR, que classificou o período como “um excelente ano” para o setor.

Segundo Di Santi, diversos fatores atuaram de forma convergente. O clima favorável, a melhora gradual dos preços e, sobretudo, a continuidade das exportações de terneiras das raças Holandês e Jersey em pé para a Turquia criaram um ambiente de negócios mais previsível. “Foi um ano bárbaro, que o setor precisava depois de três ou quatro muito complicados”, afirmou.

Além dos números, o executivo destacou uma mudança menos tangível, porém decisiva: o ânimo dos produtores. Para ele, o setor mostrou sinais claros de recuperação de confiança. “Vimos produtores mais motivados, com energia renovada, e isso é fundamental para qualquer cadeia produtiva”, observou.

No mercado interno, a zafra de outono começou mais cedo do que o habitual e apresentou forte ritmo de colocação. Ao longo do ano, os valores se fortaleceram e registraram uma melhora próxima de 10% em relação à zafra de primavera do ano anterior. A própria primavera de 2025 também teve um fechamento considerado positivo. “Seguimos vendendo gado até 7 de novembro, com uma liquidação que saiu muito bem”, relatou Di Santi.

Exportação em pé ganha protagonismo

O principal vetor do desempenho do DSR em 2025 foi a consolidação da exportação de gado leiteiro em pé com destino à Turquia. De acordo com Di Santi, o país se apresenta hoje como um demandante regular de fêmeas jovens, algo que dá maior estabilidade ao fluxo de negócios. “Há grandes chances de a Turquia se tornar um comprador permanente dessas categorias”, avaliou.

O escritório já tem acordado um novo embarque entre 3.000 e 3.300 cabeças para fevereiro de 2026. A expectativa é de manter operações ao longo de todo o ano. Como referência, cerca de 6.000 vaquilhonas foram embarcadas em 2025, e o DSR considera factível alcançar entre 10.000 e 12.000 animais em 2026, caso os preços atuais se sustentem.

Hoje, as terneiras são negociadas, conforme o peso, entre US$ 4,00 e US$ 4,60 ou US$ 4,70 por quilo em pé. “É um valor que nenhuma outra categoria alcança no país”, destacou Di Santi. Ao mesmo tempo, ele alertou que uma elevação excessiva dos preços pode comprometer a competitividade, como já ocorreu anteriormente em outros mercados, como o chinês.

Perspectivas para 2026

Para 2026, o foco está na organização antecipada da próxima zafra de outono, com remates anuais de cabanhas, liquidações relevantes e a expectativa de um início novamente precoce, possivelmente já em fevereiro, caso o clima ajude.

Quanto a novos destinos, Marrocos aparece ativo, porém com níveis de preços mais baixos. A China, por sua vez, mostra sinais iniciais de reativação, ainda sem operações concretas. Diante desse cenário, toda a estratégia atual do escritório segue concentrada na Turquia, que hoje se consolida como o eixo central da exportação de gado leiteiro em pé.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Tardáguila

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