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2 fev 2026
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🥛 A crise do leite, com queda média de R$ 0,70 por litro, reduziu em R$ 67 milhões a circulação de recursos no Extremo-Oeste catarinense.
⚠️ Preços próximos ao custo de produção colocam produtores no limite financeiro em meio à crise do leite.
⚠️ Preços próximos ao custo de produção colocam produtores no limite financeiro em meio à crise do leite.

A crise do leite provocou a saída estimada de R$ 67 milhões da economia do Extremo-Oeste de Santa Catarina, segundo dados técnicos apresentados pela Epagri.

A informação foi divulgada pelo extensionista Jonas Ramon em entrevista ao Portal Peperi, durante reunião realizada na manhã de sexta-feira (30), na sede da Ameosc.

De acordo com Jonas Ramon, a estimativa considera a queda média de aproximadamente R$ 0,70 no preço do litro do leite registrada nos últimos meses. Essa retração, afirmou o técnico, tem efeito direto não apenas sobre a renda dos produtores, mas sobre toda a cadeia econômica associada à atividade leiteira, incluindo comércio, serviços e indústria local.

Segundo os dados apresentados, o preço médio pago ao produtor no Extremo-Oeste gira em torno de R$ 2,01 por litro. Em muitas propriedades, especialmente aquelas com maior dependência de insumos externos, esse valor se encontra próximo ou até abaixo do custo médio de produção, reduzindo drasticamente as margens e limitando a capacidade de investimento.

Durante a reunião, técnicos da Epagri destacaram que o cenário exige ajustes imediatos na gestão das propriedades, com foco em redução de custos, melhoria da eficiência produtiva e planejamento financeiro. A orientação é que os produtores revisem processos, adotem controles mais rigorosos e priorizem decisões que preservem a sustentabilidade econômica no curto e médio prazo.

O presidente do Conseleite, Selvino Giesel, atribuiu a crise a um conjunto de fatores estruturais e conjunturais. Entre eles, citou os impactos acumulados de estiagens nos últimos anos, a recuperação da produção nacional, a continuidade das importações de leite e derivados, e o consequente desequilíbrio entre oferta e demanda, que pressionou os preços para baixo.

Segundo Giesel, o cenário atual evidencia a necessidade de o setor leiteiro se organizar de forma mais estruturada para enfrentar ciclos recorrentes de crise. Para ele, a ausência de mecanismos de amortecimento e planejamento estratégico tem levado produtores e indústrias a operar constantemente no limite financeiro, aumentando a vulnerabilidade da cadeia.

A leitura apresentada durante o encontro sugere que a crise do leite no Extremo-Oeste vai além de um episódio pontual de preços baixos. O impacto sobre a circulação de recursos revela um efeito sistêmico, com reflexos diretos na economia regional e na capacidade de manutenção da atividade ao longo do tempo.

Sem mudanças estruturais — seja na gestão, na organização da oferta ou na relação entre produção e mercado —, técnicos e lideranças do setor alertam que episódios semelhantes tendem a se repetir, com custos crescentes para produtores, cooperativas, indústrias e para a economia regional como um todo.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Rede Peperi

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