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2 fev 2026
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🥛 Preços do leite acumulam forte desvalorização em 2025, mas dados do Cepea e do IPCA-15 indicam início de recuperação gradual nos próximos meses.
📊 Com oferta elevada e estoques cheios, os preços do leite caíram por meses, mas o mercado começa a sinalizar mudança de tendência no Brasil.
📊 Com oferta elevada e estoques cheios, os preços do leite caíram por meses, mas o mercado começa a sinalizar mudança de tendência no Brasil.

Os preços do leite acumulam quedas expressivas ao longo de 2025, mas já começam a apresentar sinais consistentes de recuperação no mercado brasileiro, segundo dados econômicos e análises do setor produtivo.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo, o preço do leite pago ao produtor registrou uma desvalorização acumulada de 25,8% em 2025, completando nove meses consecutivos de queda. Apesar disso, esse movimento não foi integralmente repassado ao consumidor final ao longo do período.

Indicador considerado uma prévia da inflação oficial, o IPCA-15 de janeiro apontou uma redução média de 1,29% nos preços dos laticínios em relação a dezembro de 2025. Entre os produtos com maior deflação estiveram o requeijão (-2,75%) e a manteiga (-2,72%), seguidos pelo leite longa vida (-1,88%) e pelo leite em pó (-1,01%). O queijo também apresentou recuo (-0,54%), enquanto o iogurte foi o único item do grupo a registrar alta, com avanço de 0,67%.

No campo, os números confirmam a pressão sobre as margens dos produtores. A média anual do preço do leite em 2025 ficou em R$ 2,5617 por litro, valor 6,8% inferior ao observado em 2024, segundo o Cepea. O principal fator para essa retração foi o aumento da oferta de leite, que resultou em elevados estoques de derivados ao longo do ano.

A analista de agronegócio do Sistema Faemg Senar, Mariana Simões, avalia que o setor atravessou um período prolongado de preços deprimidos na produção. Segundo ela, embora a redução tenha demorado a chegar ao consumidor, atualmente o leite e seus derivados estão entre os principais responsáveis pela desaceleração da inflação dos alimentos.

Após o pico de oferta observado nos meses de dezembro e janeiro, impulsionado pelo período chuvoso e pela maior disponibilidade de pastagens, o mercado começa a entrar em uma fase de ajuste. “Em fevereiro, já se observa uma oferta mais enxuta no cenário nacional”, afirma Simões. Ela acrescenta que as importações estão mais equilibradas, em parte porque os preços internos mais baixos tornaram o leite brasileiro mais competitivo frente ao produto externo.

No âmbito institucional, o Conseleite-MG indicou estabilidade para o preço do leite entregue em janeiro e pago em fevereiro, reforçando a percepção de que o mercado atingiu um piso. A expectativa para os próximos meses é de recuperações leves e graduais nos preços do leite e dos derivados, sem movimentos bruscos.

Segundo a analista, essa recuperação deve começar entre fevereiro e março, refletindo o ajuste entre oferta, estoques e competitividade. Para o consumidor, os repasses tendem a ser mais limitados, dado o volume ainda elevado de produtos disponíveis no mercado. Já para o produtor, o cenário indica o início de uma recomposição de valores após um dos períodos mais desafiadores dos últimos anos.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de O Tempo

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