ESPMEXENGBRAIND
13 fev 2026
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Indicadores convergem para estabilização no mercado de leite após um ciclo prolongado de retração 📊
Dados apontam reação no mercado de leite, com spot e derivados em alta e pagamento ao produtor mais estável. 🥛
Dados apontam reação no mercado de leite, com spot e derivados em alta e pagamento ao produtor mais estável 🥛

Mercado de leite começou 2026 emitindo sinais de inflexão após um período prolongado de queda nas cotações, com indicadores apontando ajuste na oferta e melhora gradual no atacado.

A segunda quinzena de janeiro registrou a primeira alta relevante no mercado spot desde abril de 2025, segundo o Boletim de Preços do Centro de Inteligência do Leite. O movimento sugere desaceleração na disponibilidade de leite cru, fator que tende a reequilibrar as negociações no curto prazo.

Em Minas Gerais, o spot acumulou avanço de 4,1% sobre dezembro. Apesar da reação, o patamar permanece 32,4% abaixo do observado em janeiro do ano passado, evidenciando que a recuperação ocorre a partir de uma base deprimida.

A recomposição parcial dos preços dialoga com o aperto de margens enfrentado pelos produtores no segundo semestre e com a aproximação da entressafra, dois vetores que normalmente restringem a oferta. Para a indústria, o sinal é de menor pressão vendedora; para o produtor, de possível recomposição de poder de negociação.

No atacado paulista, os derivados também apresentaram variações positivas. O leite em pó avançou 1,5% frente a dezembro, marcando o primeiro aumento mensal desde abril de 2025. O UHT subiu 1,3%, enquanto a muçarela registrou alta de 0,8%.

Ainda assim, a leitura anual mantém cautela: o leite em pó segue 9,1% abaixo de janeiro de 2025, o UHT acumula queda de 20,3% e a muçarela recua 14% no mesmo intervalo. O contraste entre melhora recente e perdas expressivas reforça a tese de que o setor pode estar diante de um piso de preços, mas não de um ciclo consolidado de alta.

Para o produtor, as projeções apontam maior estabilidade no pagamento de fevereiro. A maioria dos estados deve registrar variações próximas da neutralidade. O Rio Grande do Sul apresenta expectativa de alta de 3,5%, enquanto Paraná (0,1%), Minas Gerais (-0,6%) e Santa Catarina (-1,0%) indicam ajustes marginais.

No campo dos custos, o farelo de soja acumula valorização de 6,4% em relação a janeiro de 2025, ao passo que o milho recuou 10,9%. Na pecuária, o preço do bezerro subiu 17,1% e o boi gordo avançou 0,6% na mesma comparação anual. Já o dólar apresentou queda de 13,9%.

Tomados em conjunto, os indicadores sugerem que o mercado pode estar transitando de um ciclo de retração para uma fase de recomposição gradual. Para tomadores de decisão, o ponto central passa a ser monitorar se o ajuste da oferta será suficiente para sustentar a recuperação ao longo dos próximos meses.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de AgroRevenda

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