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19 fev 2026
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19 fev 2026
🌐 Exportações de leite crescem em volume, mas recuam em valor médio, pressionando margens e estratégias comerciais 📦
🔎 O leite ao produtor caiu 23% no fim de 2025 em Goiás, enquanto o GDT inicia 2026 em recuperação gradual.
🔎 O leite ao produtor caiu 23% no fim de 2025 em Goiás, enquanto o GDT inicia 2026 em recuperação gradual.

O leite encerrou 2025 sob pressão em Goiás, com queda expressiva nas cotações ao produtor e reflexos diretos sobre margens e planejamento da cadeia.

Depois de atingir o pico de R$ 2,71 por litro em março, o preço iniciou trajetória descendente que se intensificou a partir de agosto. Entre agosto e dezembro, a remuneração recuou de R$ 2,44 para R$ 1,88 por litro, acumulando desvalorização de 23,0% no período.

O movimento altera o ambiente de decisão no campo. A sequência de retrações no segundo semestre sinaliza enfraquecimento do poder de negociação do produtor e maior cautela na gestão de custos e investimentos. A inflexão a partir de agosto marca uma mudança clara de ciclo, com impacto direto sobre fluxo de caixa e previsibilidade.

No plano externo, os primeiros leilões de 2026 do Global Dairy Trade apresentaram duas altas consecutivas, com valores médios de US$ 3.533,00 e US$ 3.615,00. Após sucessivas desvalorizações anteriores, o avanço sugere um ambiente internacional gradualmente mais favorável. Para o mercado doméstico, a leitura é estratégica: uma recuperação consistente no cenário global pode contribuir para estabilizar e, posteriormente, recompor preços internos.

O comércio exterior brasileiro de lácteos apresentou dinâmica mista em 2025. O país exportou US$ 89,7 milhões, recuo de 7,1% frente a 2024. Em contrapartida, o volume embarcado cresceu 3,7%, alcançando 37,3 mil toneladas. A diferença entre valor e volume revela queda de 10,4% no preço médio por tonelada, que ficou em US$ 2.401,11. A ampliação do número de destinos, com embarques para 119 países, indica diversificação geográfica, ainda que sob preços médios menores.

A pauta exportadora manteve concentração relevante em leite condensado e creme de leite, que responderam por 35,1% do volume total embarcado pelo Brasil. Ao todo, 39 produtos compuseram as vendas externas no ano, reforçando variedade na oferta, mas com dependência significativa de itens específicos.

Em Goiás, o padrão foi semelhante, porém com intensidade distinta. O estado exportou US$ 1,5 milhão em 2025, retração de 1,8% em valor. Já o volume embarcado atingiu 609,1 toneladas, o maior da série histórica, com crescimento de 11,6% em relação ao ano anterior. O preço médio estadual recuou 12,0%, para US$ 2.560,68 por tonelada.

As exportações goianas foram destinadas a cinco países e envolveram nove produtos, com forte concentração em leite condensado e creme de leite, responsáveis por 85,4% do volume total exportado. O dado evidencia especialização, mas também maior exposição a oscilações de demanda nesses segmentos.

O cenário de 2025 combina pressão interna de preços com expansão física no comércio exterior. Para produtores e indústrias, a variável central passa a ser o ritmo de recuperação internacional e sua capacidade de sustentar ajustes positivos no mercado doméstico ao longo de 2026.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de SEAPA

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