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21 fev 2026
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Marca de laticínios A2/A2 ultrapassa US$ 1 milhão e mira US$ 3 mi em 2026 🚀
Laticínios. Casal converte intolerância à lactose em negócio de A2/A2 de alto crescimento 📊
Casal converte intolerância à lactose em negócio de A2/A2 de alto crescimento 📊

Laticínios A2/A2 deixaram de ser um nicho pouco explorado para se tornar a base de uma marca que ultrapassou US$ 1 milhão em receita em menos de dois anos.

A trajetória da Boss Cow, criada por Kevin Dwoskin e Samantha Dwoskin, revela como uma restrição alimentar pode abrir espaço para novos posicionamentos no mercado lácteo.

O ponto de partida foi pessoal. Após anos evitando leite devido a desconfortos digestivos, Samantha decidiu testar produtos feitos exclusivamente com proteína beta-caseína A2. Diferentemente do leite convencional, que pode conter as variantes A1 e A2, o leite A2/A2 reúne apenas a proteína A2, também presente no leite humano. Há estudos investigando possíveis diferenças na digestão entre A1 e A2, mas o tema segue em debate científico.

A experiência prática foi determinante. Segundo relato ao Entrepreneur, Samantha consumiu leite A2/A2 sem apresentar os sintomas que a afastaram dos laticínios por mais de uma década. O resultado levou o casal a buscar fornecimento regular junto a uma cooperativa especializada nesse tipo de produção.

O movimento seguinte foi estratégico. Ao perceberem que quase não havia produtos prontos elaborados com laticínios A2/A2 nas prateleiras, decidiram desenvolver uma linha própria. Testaram receitas caseiras, enviaram amostras para amigos e familiares e validaram a aceitação antes de formalizar as vendas.

A escolha do produto âncora foi pragmática. Optaram por macarrão com queijo, item de apelo amplo e maior prazo de validade, facilitando logística e comercialização online. Sem capital para pesquisa e desenvolvimento estruturado, processo que pode alcançar US$ 100 mil, investiram US$ 30 mil das próprias economias, originalmente reservadas para a compra de uma casa.

Sete meses após o lançamento, a marca registrava cerca de US$ 10 mil mensais, resultado de testes constantes, análise de dados e publicidade paga. Em menos de dois anos, superou US$ 1 milhão em receita acumulada. Para 2026, a meta declarada é atingir US$ 3 milhões em faturamento anual.

Para o setor lácteo, o caso sinaliza três pontos. Primeiro, há demanda latente por alternativas percebidas como mais digestíveis. Segundo, produtos simples e familiares podem acelerar a entrada de um atributo técnico, como A2/A2, no consumo de massa. Terceiro, a validação direta com o consumidor, antes de grandes investimentos industriais, pode reduzir risco em categorias emergentes.

Mais do que uma tendência de bem-estar, o avanço dos laticínios A2/A2 indica uma segmentação crescente dentro do mercado tradicional. E mostra que, para parte dos consumidores, a diferença entre consumir ou evitar lácteos pode estar na proteína.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Globo

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