ESPMEXENGBRAIND
8 set 2026
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🥛 Mais da metade de tudo que a Argentina vende de lácteos ao exterior tem um único destino — e o preço médio está caindo.
📊 Um recorde histórico nas exportações argentinas esconde um dado que interessa direto ao produtor e à indústria brasileira.
📊 Um recorde histórico nas exportações argentinas esconde um dado que interessa direto ao produtor e à indústria brasileira.

O Brasil segue sendo, disparado, o principal comprador de lácteos da Argentina — e isso ganha um peso ainda maior em um momento de recorde histórico nas exportações do país vizinho.

Entre janeiro e julho de 2026, o Brasil absorveu 51,2% de tudo o que a Argentina vendeu de lácteos ao exterior, segundo dados do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA). Nenhum outro destino chega perto: na sequência aparecem Argélia (9,9%), Chile (7,6%) e Arábia Saudita (2,5%).

Esse protagonismo brasileiro acontece justamente quando as exportações argentinas de lácteos vivem seu melhor momento histórico. Nos primeiros sete meses do ano, a Argentina exportou 259.282 toneladas de produtos lácteos, por um valor de US$ 987 milhões — o equivalente a 1.834,8 milhões de litros de leite (LLeq). Na comparação com o mesmo período de 2025, os aumentos foram de 24,8% em volume, 18,4% em valor e 20,4% em litros equivalentes.

Se o ritmo se mantiver, o OCLA projeta que a Argentina pode fechar 2026 exportando cerca de 3,6 bilhões de litros de leite equivalentes, sobre uma produção nacional estimada em 12 bilhões de litros. Na prática, isso significa que uma fatia cada vez maior do leite argentino tem como destino o mercado externo — e o Brasil concentra a maior parte dessa saída.

Para quem compra lácteos argentinos, um dado chama atenção: o recorde em volume vem acompanhado de preços médios menores. Entre janeiro e julho, a tonelada exportada saiu, em média, a US$ 3.807 — 5,1% abaixo do valor registrado no mesmo período de 2025. No caso específico do leite em pó, a queda foi ainda mais acentuada: US$ 3.671 por tonelada, 7,1% a menos que um ano antes.

É justamente o leite em pó o produto que mais pesa nessa equação. Ele responde por 40,6% do valor exportado pela Argentina no período, com um crescimento em volume de 29,5% frente a 2025. Os queijos vêm em segundo lugar:

Produto Participação no valor exportado Variação em volume (jan-jul)
Leite em pó 40,6% +29,5%
Queijos 27,8% +15,8%
Doce de leite, manteiga, óleo butírico e soro 19,3%
Categoria confidencial (lactose, caseína, iogurtes) 12,3%

Os demais destinos das exportações argentinas completam o quadro, ainda que a distância para o Brasil seja grande:

Destino Participação (jan-jul 2026)
Brasil 51,2%
Argélia 9,9%
Chile 7,6%
Arábia Saudita 2,5%
Uruguai 2,4%
China 2,2%
Paraguai 1,9%
Colômbia 1,7%
Indonésia 1,7%
Venezuela 1,6%
Demais mercados 17,3%

Julho, especificamente, marcou uma pausa nessa trajetória. Na comparação com junho, as exportações argentinas recuaram 10,9% em toneladas, 7,9% em dólares e 8,8% em litros de leite equivalentes. Mesmo assim, o mês seguiu em alta na comparação anual: 17,4% a mais em volume, 10% a mais em dólares e 5,1% a mais em litros equivalentes na comparação com julho de 2025.

O tamanho do fenômeno fica mais claro quando se olha para a fatia da produção que vai para fora do país: em julho, as exportações representaram 23% de toda a produção de leite da Argentina. No acumulado dos sete meses, essa proporção sobe para 28,7% — ou seja, quase três em cada dez litros produzidos no país vizinho seguiram para o mercado externo, com o Brasil como principal ponto de chegada.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Infobae

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