ESPMEXENGBRAIND
8 set 2026
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Enquanto um parceiro histórico reduziu compras de forma abrupta, o Brasil ampliou sua fatia no comércio lácteo do país vizinho 🥛
Um recuo de quase 90% em um mercado-chave mudou o mapa dos compradores de lácteos do Uruguai — e o Brasil saiu ganhando 📊
Um recuo de quase 90% em um mercado-chave mudou o mapa dos compradores de lácteos do Uruguai — e o Brasil saiu ganhando 📊

O Brasil se consolidou como o principal comprador de lácteos uruguaios em agosto, respondendo por 30% das colocações externas do setor, com compras de 20 milhões de dólares — um crescimento de 13% frente ao mesmo mês de 2025.

O avanço brasileiro ocorreu justamente no mês em que as exportações lácteas do Uruguai registraram forte queda no total, o que reforça o peso relativo do mercado brasileiro dentro da estratégia comercial do país vizinho.

De acordo com o informe mensal de comércio exterior de Uruguay XXI, as exportações lácteas uruguaias somaram 64 milhões de dólares em agosto, uma queda de 29% em relação aos 90 milhões de dólares de agosto de 2025. Os lácteos representaram 6% das exportações do mês e ficaram na quarta posição entre os principais produtos vendidos ao exterior pelo Uruguai, atrás da carne bovina, da celulose e da soja.

O principal responsável pela retração foi a Argélia, cujas compras despencaram 88% na comparação interanual, caindo de 41 milhões de dólares em agosto de 2025 para apenas 5 milhões de dólares neste ano — uma perda de 36 milhões de dólares em apenas doze meses. Essa queda superou, isoladamente, a soma dos aumentos registrados em outros mercados que ganharam dinamismo no período, como o próprio Brasil, além de México, Venezuela e Arábia Saudita.

O recuo argelino também impactou o continente africano como um todo: as vendas de lácteos uruguaios para a África caíram 64% na comparação interanual em agosto, resultado tanto da queda da Argélia quanto da interrupção total das compras da Costa do Marfim, país que havia importado 2,2 milhões de dólares em produtos lácteos no mesmo mês do ano passado.

Com a retração argelina, o ranking de destinos se reordenou. A Argélia caiu para o terceiro lugar, com 8% de participação, apesar do peso histórico que o país mantém nas exportações do setor. O México deu o salto mais expressivo do mês: avançou ao segundo posto, com 9% de participação, depois de suas compras crescerem 238% na comparação interanual, até 6 milhões de dólares.

A Venezuela ficou em quarto lugar, com 7% de participação, após um aumento de 243% em suas compras, que chegaram a 5 milhões de dólares — um resultado que volta a colocar o mercado venezuelano entre os mais dinâmicos, anos depois de ter sido o principal comprador de leite em pó uruguaio. A Arábia Saudita fechou o top cinco, também com 7% de participação, tras um crescimento de 57% em suas compras, que somaram 4 milhões de dólares.

No segmento de leite em pó integral, o Uruguai exportou quase 11 mil toneladas em agosto, a um valor médio de 3.720 dólares por tonelada — preço praticamente estável em relação a julho, mês em que os embarques haviam alcançado quase 18 mil toneladas.

No acumulado do ano, entre janeiro e agosto, as exportações lácteas uruguaias totalizaram 575 milhões de dólares, um avanço de apenas 1% frente ao mesmo período de 2025 — reflexo direto do fraco desempenho de agosto sobre o resultado anual. Mesmo com a forte queda mensal, a Argélia se manteve como o segundo principal destino no acumulado do ano, com 26% de participação.

O Brasil, por sua vez, segue na liderança do ranking anual, concentrando 30% das vendas e acumulando 173 milhões de dólares em compras, um crescimento de 12% sobre igual período de 2025. México, Venezuela e Arábia Saudita completam os mercados de maior crescimento no acumulado, ainda que com volumes bem menores que os dos dois principais compradores: 30 milhões, 22 milhões e 21 milhões de dólares, respectivamente.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Ámbito

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