Em 2025, a produção de leite de um único município, Patos de Minas, superou a soma de seis unidades da federação.
Foram 249,24 milhões de litros, contra os 239,19 milhões que somam Amapá, Roraima, Distrito Federal, Acre, Piauí e Amazonas. A comparação aparece em artigo de Célio Gomes Floriani publicado pela Folha Patense.
Na lista, o Amazonas aparece com 72,91 milhões de litros e o Piauí com 71,0 milhões. Acre (36,88), Distrito Federal (32,60), Roraima (20,66) e Amapá (5,14) completam a conta. Todos juntos ainda ficam abaixo do que Patos de Minas produziu sozinho no ano.
O contraste cresce quando se olha para trás. Em 1990, segundo o IBGE, Patos de Minas produzia menos leite do que Ibiá, e a região do Polo de Patos de Minas somava cerca de 319,23 milhões de litros. Em 2024, o Polo chegou a 1,93 bilhão e, em 2025, a 2,06 bilhões, o que representa um crescimento de 6,44 vezes, segundo o artigo.
Se esse polo fosse um estado, seria o sexto no ranking brasileiro de produção de leite. No ranking dos maiores municípios produtores do país, Patos de Minas ocupou o 3º lugar, seguido de Patrocínio, Lagoa Formosa e Coromandel.
Esse é o pano de fundo dos 34 anos da Cemil, fundada oficialmente em 8 de setembro de 1992, em Campos Belos, e inaugurada em 24 de setembro de 1993, em Patos de Minas. Ela nasceu da união de cooperativas que buscavam alternativas para escoar e ampliar a produção leiteira.
Para Floriani, o caso é um bom exemplo do papel fundamental das cooperativas na expansão e na viabilização da produção de leite no Brasil, sobretudo para pequenos e médios produtores.
No cenário nacional, o país também está em alta. Segundo o IBGE, a produção de leite chegou a 36,68 bilhões de litros em 2025, alta de 2,7% sobre o ano anterior e terceiro ano consecutivo de expansão. Os dados foram divulgados em 30 de setembro de 2026 e o instituto aponta como motor um aumento significativo da produtividade.
De 2024 para 2025, a produtividade subiu 5,6% e alcançou o recorde de 2.498,7 litros por vaca ordenhada, o terceiro avanço seguido. A região Sul lidera, com média de 4,3 mil litros por vaca em 2025, seguida por Sudeste (2,9 mil), Centro-Oeste (2 mil), Nordeste (1,7 mil) e Norte (957 litros).
O valor da produção de leite no país em 2025, quantidade multiplicada pelo preço médio pago ao produtor, foi de R$ 89,5 bilhões, alta de 2,3% em um ano. Esse valor está em moeda do ano de referência, sem considerar a inflação do período. O preço médio do litro ficou em R$ 2,44, sem variação em relação a 2024.
Segundo o IBGE, 75,2% do leite produzido foi direcionado à indústria. O restante foi para destinos como consumo próprio e produção de queijos artesanais. O Brasil é o sexto maior produtor mundial de leite e tem o terceiro maior rebanho de vacas ordenhadas.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Folha Patense






