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22 out 2026
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Um tipo de produto lácteo cresce longe dos holofotes, e a razão está menos no leite do que na gordura 🥛
mistura
O leite em pó que atravessa oceanos sem geladeira esconde uma conta de custos que está mudando o jogo 📦

A substituição da gordura do leite por óleo de palma ou de coco pode reduzir em quase metade o custo de um leite reconstituído. Essa diferença de preço ajuda a explicar o avanço das misturas lácteas, um mercado avaliado em US$ 9,97 bilhões em 2025, segundo a Credence Research.

A categoria reúne leites em pó fat-filled, misturas de ingredientes lácteos, misturas de manteiga para passar e leites evaporados ou condensados com gordura adicionada.

A projeção da consultoria é que o segmento chegue a US$ 10,4 bilhões em 2026 e a US$ 15,38 bilhões em 2035, com crescimento anual composto de 4,43% entre 2025 e 2035. O motor, segundo a Credence, são três grupos de compradores.

Há as famílias de países dependentes de importação, que usam o leite em pó fat-filled e o leite enlatado como alternativa acessível ao leite. Há as fábricas de alimentos e redes de foodservice, que compram misturas formuladas sob medida para suas receitas. E há os consumidores do norte da Europa e da Oceania, que preferem misturas de manteiga fáceis de espalhar, pela conveniência.

O formato que mais pesa é o pó. Os leites em pó fat-filled lideraram o mercado em 2025, com 35,5% do valor, e o conjunto dos pós respondeu por 61% do total, crescendo mais rápido que as demais categorias, a 5,2% ao ano. A razão é logística: o pó viaja bem e se conserva por um ano ou mais sem refrigeração, o que atende mercados importadores com cadeia de frio limitada.

O mapa confirma a lógica. A Ásia-Pacífico concentrou 30,2% do mercado em 2025, com Filipinas, Indonésia, Malásia e China comprando pó, leite enlatado e misturas para ingredientes. A África, por sua vez, é a região que mais cresce, a 5,68% ao ano.

Do lado da indústria, a conta é de margem. Para Priyanka Mor, consultora sênior da Credence Research, os preços das commodities lácteas tradicionais seguem voláteis. Por isso, processadores de panificação, confeitaria e sorvetes recorrem cada vez mais às misturas lácteas e aos leites em pó fat-filled para proteger a margem sem perder textura, sensação na boca ou perfil nutricional.

Segundo ela, a próxima onda de crescimento virá da formulação sob medida. Fabricantes de nutrição infantil, nutrição clínica e bebidas funcionais já usam misturas especializadas, que combinam proteína do soro, leite em pó desnatado e gorduras vegetais ou fibras alimentares. O objetivo é atingir metas precisas de micronutrientes e de rótulo limpo, sobretudo na Ásia-Pacífico e no Oriente Médio.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Dairy Reporter

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