ESPMEXENGBRAIND
13 mar 2026
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🧀 Mulheres lideram a Agroindústria Zago, transformando leite da própria fazenda em queijos premiados e ampliando renda e tradição no interior gaúcho.
Na Agroindústria Zago, mãe e filhas transformaram o leite da propriedade em queijos artesanais premiados e em um novo caminho para a renda familiar.
Na Agroindústria Zago, mãe e filhas transformaram o leite da propriedade em queijos artesanais premiados e em um novo caminho para a renda familiar.

A Agroindústria Zago virou assunto na região por um motivo simples e inspirador.

O leite que sai da própria fazenda se transforma ali mesmo em queijos artesanais premiados. E quem conduz essa rotina são três mulheres da mesma família.

Na pequena propriedade localizada no interior de Hulha Negra, no sul do Brasil, o dia começa cedo. Antes mesmo de o sol aquecer o campo, o trabalho já está em andamento. É dessa rotina que nascem queijos e outros derivados que hoje carregam o nome da Agroindústria Zago por diferentes pontos do estado.

Por trás da produção estão Sueli Zago e suas filhas, Milena e Dayza. A agroindústria surgiu de forma quase natural. Durante anos, o leite produzido na propriedade era consumido pela própria família ou vendido in natura. Com o tempo, surgiu a ideia de ir além: transformar a matéria-prima em produtos com mais valor agregado.

A decisão mudou o rumo da atividade. As filhas passaram a se envolver cada vez mais no negócio e começaram a participar não apenas da produção, mas também das decisões e da organização da rotina.

Hoje, o trabalho é dividido entre as três. Todas participam das diferentes etapas da produção, desde o cuidado com o leite até a finalização dos produtos e a colocação dos rótulos. Ao mesmo tempo, cada uma assumiu funções específicas. Uma se dedica mais à divulgação e ao marketing, enquanto outra acompanha de perto a parte administrativa, os pedidos e as entregas.

A escolha de investir na produção de queijos foi estratégica para fortalecer a atividade da família no campo. “A principal motivação foi agregar valor à matéria-prima que já produzíamos na propriedade. Ao transformar o leite em queijo e outros produtos, conseguimos ampliar as possibilidades de comercialização e melhorar a renda da família”, explica Sueli.

O caminho até estruturar a agroindústria exigiu paciência. Foi preciso cumprir exigências sanitárias, investir em equipamentos e aprender cada detalhe do processo produtivo. Também foi necessário conquistar espaço no mercado e apresentar aos consumidores a qualidade dos produtos artesanais.

Com o tempo, o reconhecimento começou a aparecer. Alguns queijos da Agroindústria Zago já receberam premiações, inclusive na Expointer. Para a família, essas conquistas são um sinal de que o esforço coletivo valeu a pena. “Essas premiações representam um grande reconhecimento pelo esforço e dedicação de toda a família. Para nós, é a confirmação de que estamos no caminho certo”, afirma Sueli.

A qualidade dos produtos começa na origem da matéria-prima. O leite utilizado vem da própria propriedade e passa por um processo artesanal que prioriza cuidado e atenção aos detalhes. Essa combinação, segundo a família, é o que ajuda os queijos a se destacarem.

Mais do que um empreendimento, a agroindústria se tornou também um espaço de convivência e construção de futuro. Trabalhar lado a lado com as filhas é motivo de orgulho para Sueli. “Além de construir um negócio, estamos também construindo um legado para a família”, resume.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de O jornal que Bagé gosta de ler

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