Os produtos industrializados registraram deflação de 0,45%, em comparação com a inflação de 0,19% em janeiro, o que é explicado pela queda de preços em oito subcategorias, liderada pelos laticínios (-0,77%).
Alimentos
"Produtos semielaborados tiveram alta de 1,28% e os alimentos in natura de 5,09%"
O Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a FIPE, registrou inflação de 0,41% em fevereiro. O resultado foi impulsionado pelo aumento de 0,68% dos alimentos e bebidas. Nesse grupo de produtos, os semielaborados tiveram alta de 1,28% e os alimentos in natura, de 5,09%.

“Esses dois grupos são os únicos dentro de alimentos e bebidas que apresentam inflação no acumulado do ano, com 3,32% para produtos semielaborados e 8,13% para produtos in natura. O que equilibrou o indicador de preços de fevereiro foi a deflação de 0,45% nos itens industrializados, com queda de 0,27% no acumulado do ano”, comenta Felipe Queiroz, Economista-chefe da APAS.

Projeções da APAS indicam que a inflação medida nos supermercados (IPS) encerre o ano em 4,2%, enquanto o índice oficial de inflação da economia brasileira, o IPCA, fique em 3,9%.

“O cenário projetado leva em conta uma conjuntura de fatores. Um aspecto é o impacto dos efeitos climáticos, como o El Niño, na produção de alimentos. O setor agropecuário sofre reflexos na colheita das safras e na criação dos rebanhos, o que afeta toda cadeia produtiva e pode causar oscilações nos preços dos alimentos”, explica Queiroz.

Semielaborados

A categoria de produtos semielaborados apresentou alta pelo quinto mês consecutivo, com índice de 1,28% em fevereiro. O resultado foi impulsionado pelos aumentos nas subcategorias leite (3,81%), cereais (3,44%) e aves (1,21%). Vale destacar a deflação das carnes bovinas (-0,70%) e suínas (-1,85%).

Na subcategoria de cereais, que apresenta inflação de 15,41% no acumulado dos últimos 12 meses, o arroz e o feijão têm pressionado a alta, com variações de 3,84 e 3,40% em fevereiro, respectivamente.

Industrializados

Os produtos industrializados registraram em fevereiro deflação de 0,45%, índice favorável ante a inflação de 0,19% observada em janeiro. O resultado pode ser explicado pela queda de preços em oito subcategorias: derivados de leite (-0,77%), cafés, achocolatados, pó e chás (-0,26%), adoçantes (-1,05%), doces (-1,48%), biscoitos e salgadinhos (-0,85%), óleos (-0,13%), massas, farinhas e féculas (-0,76%) e condimentos e sopa (-0,33%).

Por outro lado, três subcategorias apresentaram inflação mensal: panificados (0,54%), enlatados e conservas (0,60%) e alimentos prontos (0,36%). Os preços dos derivados de carne permaneceram estáveis no período.

Dentro da categoria de óleos, a deflação mensal decorreu da redução dos preços dos óleos de soja (-1,38%), milho (-2,17%), girassol (-1,66%) e composto (-0,80%). Por outro lado, o azeite segue em alta, motivado pela quebra na produção mundial do produto. Em fevereiro, o azeite sofreu aumento de 3,83%, resultando em alta acumulada 45,6% nos últimos 12 meses.

Produtos in natura

Os produtos in natura registraram inflação de 5,09% em fevereiro e acumulam alta de 21,83% nos últimos 12 meses, reflexo da influência das condições climáticas adversas nos preços dos alimentos.

Todas as subcategorias apresentaram alta no mês, com destaque para frutas (3,00%), legumes (7,25%), tubérculos (7,40%), ovos (3,49%) e verduras (5,51%).

Na subcategoria de frutas, as maiores contribuições foram do abacaxi (13,48%), da laranja (12,64%), da banana (10,81%) e do melão (10,09%). Já entre os legumes, o tomate e a cenoura, itens com maior peso nessa cesta de produtos, apresentaram aumentos de 8,86% e 18,55%, respectivamente. Em 12 meses, os dois produtos inflacionaram 25,01% e 87,99%, respectivamente.

Bebidas

Bebidas não alcoólicas apresentaram inflação de 0,02% no mês e de 3,86% no acumulado dos últimos 12 meses. Por outro lado, os preços das bebidas alcoólicas sofreram deflação de 0,54%, apesar da alta de 4,36% registrada em 12 meses.

Artigos de limpeza e Produtos de higiene e beleza

Os artigos de limpeza apresentaram deflação mensal de 1,52% e de 4,62% nos últimos 12 meses. Já os preços dos produtos de higiene caíram 0,37% em fevereiro, apesar da alta acumulada de 2,25%.

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Conforme Petry, a fábrica de produtos lácteos será ampliada em mil metros quadrados. Além disso, receberá significativa inovação tecnológica na automatização da produção. Estão sendo adquiradas novos equipamentos com alta tecnologia que, entre outras coisas, farão o carregamento automatizado dos lácteos.

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