ESPMEXENGBRAIND
15 fev 2026
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Entre inovação e regulação, fibras redesenham o setor de suplementos em 2026 📈
A busca por saúde metabólica impulsiona as fibras ao centro da nutrição funcional 🔎
A busca por saúde metabólica impulsiona as fibras ao centro da nutrição funcional 🔎

Fibras deixaram de ser um coadjuvante nutricional e começam a ocupar posição estratégica na nutrição funcional, em um movimento que redefine prioridades do mercado de suplementos.

Após décadas de protagonismo da proteína, associada à performance e ao ganho de massa magra, o consumidor demonstra uma mudança de foco. A agenda agora envolve saúde metabólica, longevidade e equilíbrio intestinal.

O ponto de partida é concreto. A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde recomendam ingestão diária entre 25 g e 30 g de fibras para adultos saudáveis. A meta é cientificamente consolidada, mas distante da rotina da maioria dos brasileiros. A redução do consumo de alimentos in natura e a busca por praticidade ampliam o descompasso entre recomendação e prática.

Quando a recomendação é traduzida em alimentos, o desafio ganha escala. Alcançar cerca de 25 g por dia apenas com fontes naturais pode significar seis maçãs médias com casca, nove porções de brócolis cozido, quatro conchas de feijão preto ou quase três mangas inteiras ao longo do dia. Embora frutas, legumes e verduras sejam a base de uma alimentação equilibrada, manter esse volume diariamente impõe barreiras logísticas, sensoriais e até calóricas.

É nesse contexto que a suplementação se torna estratégica. Para profissionais de P&D, formuladores e especialistas em saúde, a questão já não é se as fibras ganharão espaço, mas se poderão assumir relevância comparável à da proteína nos últimos anos.

O impacto vai além do intestino. Fibras solúveis formam géis no trato digestivo, retardam o esvaziamento gástrico, modulam a absorção de glicose, regulam a resposta insulínica e prolongam a saciedade. O mecanismo é central para estratégias de manejo de peso e ganha importância adicional em protocolos associados a medicamentos agonistas de GLP-1, nos quais o controle do apetite e a adequação nutricional são críticos.

A inovação acompanha essa virada. Se 2025 foi marcado pela diversificação de formatos como géis, gomas e soluções prontas para consumo, o próximo passo é a formulação mais precisa. O foco deixa de ser simplesmente aumentar a quantidade e passa a priorizar combinações de fibras solúveis e insolúveis, ingredientes com efeito prebiótico e soluções que preservem sabor e textura.

Conveniência e evidência científica caminham juntas. Fibras discretas, facilmente incorporadas a bebidas, shakes ou alimentos cotidianos, respondem à demanda por praticidade. Ao mesmo tempo, cresce a exigência por comprovação robusta, em um ambiente regulatório mais rigoroso impulsionado por normativas como a RDC 990/2025.

Para o setor, a mensagem é clara. O próximo ciclo não elimina a proteína, mas amplia o repertório. Crescer passa a significar entregar soluções mais alinhadas às necessidades reais do consumidor. Nesse novo arranjo, as fibras deixam de ser secundárias e se consolidam como um dos pilares da saúde metabólica contemporânea.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Ciência do Leite

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