ESPMEXENGBRAIND
7 abr 2026
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🧀 Estrutura reúne laboratórios e ensino para elevar padrão e acesso a mercados no setor lácteo.
Lácteo
🧪 Centro integra pesquisa e formação para qualificar produção e agregar valor ao leite.

A inauguração do Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação em Lácteos (Cepilac), da Epamig, em Juiz de Fora, reposiciona a capacidade técnica da cadeia láctea em Minas Gerais ao integrar formação profissional, pesquisa aplicada e infraestrutura tecnológica em um único ambiente.

Instalado em um prédio readequado do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), o centro recebeu investimento total de R$ 3,3 milhões, sendo R$ 3 milhões do Governo de Minas. A estrutura passa a concentrar laboratórios de ensino e pesquisa, além de salas de aula destinadas à graduação, capacitação e pós-graduação, ampliando a escala e a qualidade da formação no setor.

Do ponto de vista operacional, o Cepilac incorpora laboratórios voltados a áreas críticas para a indústria. Entre eles estão informática, análise sensorial, tratamento de resíduos e design sanitário, além de unidades de pesquisa em físico-química e microbiologia de leite e derivados, biologia molecular, processamento de leite humano e estudo de macromoléculas. A presença de equipamentos como reologia, espectroscopia, osmômetro e impressora 3D indica foco em análise avançada e desenvolvimento tecnológico, com impacto direto na padronização e no controle de qualidade.

A ampliação da infraestrutura responde a um desafio estrutural do setor: a formação de mão de obra especializada. O ILCT oferece 40 vagas anuais no curso superior em Tecnologia em Laticínios, com duração de três anos, além de cursos de capacitação e programas de pós-graduação. Esse ecossistema tende a fortalecer a qualificação de profissionais e mestres queijeiros, elemento central para garantir consistência produtiva e viabilizar acesso a novos mercados.

No campo da inovação, o centro consolida linhas de pesquisa já em curso. Entre elas estão o desenvolvimento de bebida à base de soro de leite, com foco no aproveitamento de resíduos, projetos de caracterização de queijos artesanais de diferentes regiões de Minas Gerais e a parceria com a Fiocruz para homogeneização de leite humano voltada ao atendimento em UTIs neonatais. Essas iniciativas evidenciam a diversificação do uso do leite e a geração de soluções com aplicação prática.

A evolução técnica do setor já demonstrou impacto direto no mercado. O avanço em pesquisa, assistência técnica e certificação permitiu que o queijo artesanal mineiro passasse a ser comercializado em todo o Brasil, elevando o valor do produto e a renda de pequenos produtores. O novo centro tende a reforçar esse movimento ao ampliar a base de conhecimento e inovação disponível.

Inserido na estratégia do programa Governo Presente, o lançamento do Cepilac também sinaliza maior proximidade entre políticas públicas e demandas regionais. Para a cadeia láctea, isso se traduz em melhor alinhamento entre formação, pesquisa e produção.

Na prática, o centro amplia a capacidade de gerar conhecimento aplicado, qualificar profissionais e sustentar padrões de qualidade. Esses fatores são determinantes para empresas que buscam eficiência, diferenciação e maior inserção comercial em um ambiente cada vez mais competitivo.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Agência Minas Gerais

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