O leite a pasto em Santa Catarina ganha novo fôlego com a continuidade do programa Leite Bom, lançado pela Secretaria da Agricultura e Pecuária do Estado em parceria com a Epagri.
A iniciativa, criada no ano passado, disponibiliza linhas de financiamento voltadas para melhorias nas propriedades leiteiras que adotam sistemas baseados em pastagem, com prazo provável de mais 60 dias para solicitação.
Segundo a Secretaria, podem acessar o crédito todos os produtores enquadrados no CAF (antigo DAP), com financiamento de até R$ 50 mil destinado a investimentos como melhorias nas instalações, sistemas de manejo, piqueteamento, aquisição de ordenhadeiras e resfriadores. A linha de crédito não permite a compra de matrizes.
De acordo com Luiz Carlos Bergamo, gerente regional da Epagri, os interessados devem agir rapidamente:
“É preciso se manifestar, ir à Epagri, providenciar o enquadramento, a aprovação e a documentação necessária”, destacou. Bergamo reforçou que áreas de produção intensiva, como sistemas de vaca confinada, não estão incluídas nesta modalidade.
O programa também traz um incentivo financeiro atrativo: quem quitar os valores dentro do prazo estipulado recebe 30% de desconto no montante financiado. “São cinco anos para pagar, sem juros. Quem pega R$ 50 mil, paga R$ 35 mil com a adimplência”, explicou o gerente.
Alternativa para valores maiores
Para os produtores que não se enquadram no Pronaf ou que necessitem de recursos superiores aos R$ 50 mil, a Secretaria da Agricultura e Pecuária informa que há outra modalidade disponível: é possível recorrer a instituições bancárias ou financeiras de preferência do produtor, com o Estado contribuindo no pagamento de parte dos juros, de até 5%.
Dessa forma, qualquer produtor de bovinocultura de leite, seja em sistema intensivo ou baseado em pastagem, pode se beneficiar desta alternativa de financiamento.
Objetivo: fortalecer a produção leiteira catarinense
Os financiamentos coordenados pela Secretaria da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina e pela Epagri visam fortalecer a base produtiva do setor lácteo no Estado, incentivando não apenas o aumento de produtividade, mas também a qualidade e a sustentabilidade da atividade.
Bergamo finalizou ressaltando a importância da adesão: “Esses financiamentos existem para beneficiar os produtores, gerar melhorias estruturais e incrementar a produção leiteira. Mas o tempo é limitado, então os interessados devem procurar a Epagri o quanto antes.”
O leite a pasto representa uma parcela significativa da produção catarinense, que se destaca no cenário nacional pela qualidade e pelo modelo produtivo alinhado às condições climáticas e geográficas do Estado.
Programas como o Leite Bom vêm para reforçar a competitividade e garantir que pequenos e médios produtores continuem tendo acesso a recursos estratégicos para evoluir suas atividades.
*Adaptado para eDairyNews, com informações de Sublinhado