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16 fev 2026
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Excesso de iodo identificado em testes laboratoriais interrompe venda e distribuição 🚨
👶 Excesso de iodo em fórmula para necessidades específicas amplia vigilância regulatória.
👶 Excesso de iodo em fórmula para necessidades específicas amplia vigilância regulatória.

O excesso de iodo identificado em testes laboratoriais levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária a determinar o recolhimento de lotes da fórmula infantil Alfamino 400g, produzida pela Nestlé Brasil.

A medida inclui a suspensão da venda, distribuição, importação, divulgação comercial e uso dos itens abrangidos.

A decisão foi formalizada por publicação no Diário Oficial da União e alcança dez lotes específicos: 50310017Y2, 51060017Y1, 50720017Y1, 50710017Y4, 50290017Y1, 50280017Y2, 43510017Y1, 43480017Y2, 43110017Y2 e 41730017Y2. A orientação é que responsáveis verifiquem a identificação na embalagem e suspendam o consumo caso haja correspondência, além de contatar o fabricante para devolução ou substituição.

Segundo a agência reguladora, os exames apontaram concentrações de 31,1 microgramas de selênio por 100 kcal e 175,7 microgramas de iodo por 100 kcal. Os índices foram considerados superiores aos limites definidos na legislação sanitária para fórmulas destinadas a lactentes e crianças na primeira infância com necessidades dietoterápicas específicas.

O produto é indicado especialmente para casos como alergia grave à proteína do leite de vaca e é formulado à base de aminoácidos livres. Por atender um público em fase inicial de desenvolvimento, os parâmetros de composição nutricional seguem critérios rigorosos, definidos para reduzir potenciais riscos à saúde.

Para o setor de alimentos infantis, o episódio reforça o peso do controle analítico e da conformidade regulatória em categorias sensíveis. Fórmulas com indicação terapêutica operam sob margens técnicas estreitas, o que amplia a exposição a medidas cautelares quando há divergências nos resultados laboratoriais.

Em manifestação enviada à imprensa e obtida pelo portal g1, a Nestlé informou ter sido surpreendida pela publicação da medida e afirmou ter iniciado diálogo com a Anvisa para esclarecimentos técnicos. A empresa sustenta que teria ocorrido erro de conversão de unidades na rotulagem nutricional, o que teria levado à apresentação incorreta dos valores.

De acordo com a companhia, considerados os números corrigidos, os parâmetros estariam dentro do que determina a legislação vigente. A Nestlé reafirmou que seus produtos atendem aos requisitos regulatórios e são considerados seguros para consumo.

O caso ocorre em um segmento no qual rastreabilidade, precisão de rotulagem e alinhamento com limites legais são determinantes para a manutenção da confiança de profissionais de saúde e responsáveis.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Tribuna de Minas

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