A genética Jersey da Capal passou a ocupar uma posição de referência no Brasil após a divulgação do 1º Sumário Genômico de Fêmeas da raça.
A avaliação colocou animais de cooperados da Capal no topo em indicadores diretamente ligados à eficiência produtiva, alterando o patamar competitivo do rebanho jovem analisado.
O resultado se concentra em duas variáveis críticas. As vacas lideram em vida produtiva, que projeta a longevidade no rebanho, e em taxa de prenhez, medida como DRP. Na prática, esses dois indicadores sintetizam capacidade de permanência produtiva e eficiência reprodutiva, fatores que determinam estabilidade operacional e diluição de custos ao longo do tempo.
O mecanismo por trás desse desempenho está na avaliação genômica. Os animais analisados pertencem ao rebanho jovem, com até dois anos de idade e ainda fora da lactação. Amostras foram enviadas aos Estados Unidos, onde os genomas foram processados pelo Council on Dairy Cattle Breeding. Esse tipo de análise antecipa o potencial produtivo antes da vida útil plena do animal, reduzindo incertezas na seleção e acelerando decisões dentro da propriedade.
Além dos dois indicadores líderes, o sumário também avaliou características como produção de leite, gordura, proteína, conformação e mérito líquido, este último associado à estimativa de retorno ao longo da vida produtiva. O conjunto dessas métricas compõe uma leitura integrada do valor econômico do animal, indo além do volume produzido e incorporando qualidade e eficiência.
O caso analisado envolve um sistema produtivo com escala relevante. O produtor Nico Biersteker, da região de Arapoti, mantém 750 animais da raça Jersey, sendo 300 em lactação. A média diária de produção alcança 27,5 litros por vaca, posicionando o desempenho acima da média regional. Esse dado reforça a coerência entre o potencial genético identificado e a performance observada em campo.
No contexto operacional, a atuação da cooperativa aparece como vetor de sustentação dos resultados. A Capal estrutura assistência técnica voltada à nutrição e à qualidade do leite, combinando acompanhamento presencial e remoto. Esse suporte contribui para que o potencial genético se traduza em resultado produtivo efetivo, reduzindo variabilidade e melhorando consistência.
Para a cadeia láctea, o movimento indica uma convergência entre genética, manejo e suporte técnico. A antecipação de desempenho por meio da genômica altera o processo de seleção e reduz o intervalo entre investimento e retorno. Ao mesmo tempo, reforça a necessidade de sistemas de produção alinhados para capturar esse valor.
O avanço observado não está apenas no ranking, mas na capacidade de transformar informação genética em eficiência operacional. Nesse sentido, o caso da Capal evidencia como a integração entre tecnologia e gestão pode redefinir padrões produtivos dentro da pecuária leiteira.
*Escrito para o eDairyNews, com informações de Correio dos Campos






