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20 fev 2026
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O ICPLeite avançou 1,6% no mês, puxado por salários e concentrado 🐄
ICPLeite acelera no início do ano com impacto da mão de obra 💰
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O ICPLeite registrou alta de 1,6% em janeiro, sinalizando novo ciclo de pressão sobre o custo de produção de leite logo na abertura de 2026.

O movimento repete um padrão observado desde 2020, quando o primeiro mês do ano passou a concentrar reajustes relevantes nas despesas do produtor.

O principal vetor da alta foi o reajuste do salário mínimo, que elevou o grupo Mão de obra em 5,8% no mês. Trata-se de um impacto recorrente, associado ao reajuste legal anual, mas que amplia a sensibilidade da estrutura de custos das propriedades leiteiras, especialmente aquelas mais dependentes de trabalho contratado.

Além da mão de obra, o grupo Concentrado avançou 1,6% em janeiro. Dentro dessa categoria, dois insumos tiveram aumentos expressivos: o fubá de milho subiu 14,9% e a polpa cítrica, 10,9%. A combinação entre alimentação concentrada e salários explica a maior parte da variação mensal.

Os demais cinco grupos de despesa exerceram pressão negativa sobre o índice, sendo que quatro registraram deflação no mês. Esse comportamento ajudou a conter uma elevação ainda mais acentuada do custo total.

No acumulado de doze meses, de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026, o ICPLeite apresentou variação de 1,4%, abaixo da alta observada apenas em janeiro. Cinco dos sete grupos que compõem o índice registraram elevação no período.

Três grupos superaram com folga a inflação oficial da economia, medida pelo IPCA, que foi de 4,4% no período. Qualidade do leite acumulou alta de 6,4%, Energia e combustível avançou 6,1% e Mão de obra subiu 5,9%. Esses percentuais indicam que determinados componentes da atividade leiteira seguem pressionados acima do índice geral de preços.

Em sentido oposto, o grupo Volumosos apresentou queda acumulada de 6,3% em doze meses, configurando o principal fator de alívio estrutural no período.

A trajetória do índice entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026 revela comportamento típico de oscilação em “serrote”, com alternância entre altas e baixas ao longo do ano. Ainda assim, a amplitude foi restrita: o maior nível atingiu 101,4 nos meses de março de 2025 e janeiro de 2026, enquanto o menor marcou 99,1 em setembro de 2025, considerando janeiro de 2025 como base 100.

Para produtores e gestores, o dado central é claro: mesmo com estabilidade relativa no acumulado anual, janeiro volta a concentrar reajustes críticos, especialmente ligados a mão de obra e alimentação. O início do ano exige planejamento financeiro e atenção à composição do custo, já que a pressão tende a se manifestar de forma concentrada.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de ICPLeite_janeiro_2026.pdf

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