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19 fev 2026
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O laticínio amplia linha zero lactose e consolida mercado local 🧴
Com produção regional menor, laticínio aposta em pasteurização 🏭
Com produção regional menor, laticínio aposta em pasteurização 🏭

O laticínio instalado em Cerejeiras consolida uma estratégia de verticalização em um contexto de redução da produção regional de leite.

A iniciativa combina processamento próprio, ampliação de portfólio e foco no mercado local como forma de sustentar crescimento mesmo diante de menor oferta.

O leite mantém papel relevante na alimentação humana por seu perfil nutricional. Rico em cálcio, minerais e vitaminas, é apontado por estudos como capaz de saciar a sede mais rapidamente que a água, em função da presença de aminoácidos, proteínas e gorduras. Esse atributo reforça sua posição histórica como alimento estratégico em períodos de escassez.

O valor nutricional, contudo, varia conforme o processamento. A pasteurização é descrita como o método menos agressivo, preservando grande parte das características originais do leite. Já o tratamento UHT, amplamente utilizado para ampliar a durabilidade do produto em embalagens cartonadas, implica perda significativa de nutrientes. Esse diferencial técnico influencia o posicionamento de mercado e a percepção de qualidade.

Em Cerejeiras, os produtores Marcos José e Diego Peckson Soares Silva decidiram, há quase uma década, internalizar etapas da cadeia e criar o Laticínio Leite e Iogurte Alegria. A unidade foi instalada às margens da 3ª Eixo, no sentido Chupinguaia, iniciando operações com pasteurização de leite e fabricação de iogurte. A proposta incluiu diferenciação em relação a bebidas lácteas elaboradas a partir do soro, consideradas menos nutritivas.

A empresa atende atualmente a merenda escolar e o comércio local, consolidando presença regional. A recente introdução do iogurte de coco zero lactose amplia o alcance do portfólio e responde ao aumento da demanda por produtos destinados a consumidores com intolerância à lactose.

Mesmo com a redução da produção leiteira na região, os responsáveis pelo empreendimento planejam expandir a estrutura industrial. A decisão é sustentada pela aceitação dos consumidores e pelo desempenho no mercado local.

O movimento sinaliza como operações de menor escala podem gerar impacto econômico direto. A industrialização na origem fortalece a circulação de recursos dentro da própria comunidade, estimula o emprego e amplia a oferta de produtos processados localmente.

Para produtores e gestores regionais, o caso evidencia que agregar valor por meio do processamento e diversificar linhas, como no segmento zero lactose, pode mitigar efeitos de oscilações na produção primária. Em um cenário de oferta menor, a estratégia deixa de ser apenas produtiva e passa a ser estrutural para a sustentabilidade regional.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Rolim de Moura

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