O leite integral faz parte da alimentação desde a infância e segue ocupando um lugar central nas discussões sobre nutrição, saúde óssea e metabolismo ao longo da vida adulta.
Presente na rotina de milhões de pessoas, ele reúne proteínas, vitaminas e minerais essenciais que contribuem para o desenvolvimento e a manutenção do organismo, segundo referências clínicas amplamente utilizadas na prática nutricional.
Nas prateleiras dos supermercados, a oferta é ampla: versões integral, semidesnatada, desnatada, sem lactose e enriquecidas com vitaminas convivem lado a lado. Essa diversidade, embora positiva, costuma gerar uma dúvida recorrente entre consumidores: qual tipo de leite é, de fato, o mais benéfico?
De forma geral, especialistas em nutrição apontam o leite integral como a opção mais completa do ponto de vista nutricional. Evidências científicas reforçam essa percepção. Um estudo publicado na revista BMJ Open Diabetes Research & Care analisou dados de adultos entre 35 e 70 anos na América do Norte e na Europa, considerando variáveis como peso, pressão arterial, níveis de glicose, hábitos de vida e perfil socioeconômico.
Os resultados mostraram que o consumo de pelo menos dois produtos lácteos por dia esteve associado a uma redução de 24% no risco de síndrome metabólica, em comparação com pessoas que não consumiam lácteos. Quando esses produtos eram integrais, a redução do risco chegou a 28%, sugerindo um papel positivo da gordura láctea no metabolismo.
Do ponto de vista nutricional, o leite integral preserva naturalmente vitaminas lipossolúveis, como A e D, além de fornecer proteínas de alto valor biológico e minerais como cálcio, fósforo, potássio, magnésio, ferro e zinco. Essa composição explica, em parte, seu impacto na saúde óssea e muscular.
Ainda assim, profissionais de saúde destacam que o consumo deve ser equilibrado. Por conter maior teor de gordura, o leite integral não deve ser ingerido em excesso, especialmente por pessoas com recomendações médicas específicas. A orientação individualizada continua sendo um fator-chave.
Além da escolha do tipo de leite, a forma de consumo também influencia seus benefícios. Combinar o leite integral com determinados alimentos pode potencializar a absorção de nutrientes. Frutas ricas em vitamina C, como laranja ou kiwi, favorecem a absorção do ferro presente na dieta. Cereais como a aveia contribuem para melhorar o aproveitamento do cálcio, além de aumentar a saciedade.
Outro exemplo clássico é a combinação com ovos, alimentos naturalmente ricos em vitamina D. Essa associação favorece a absorção do cálcio do leite e desempenha um papel importante na manutenção da densidade óssea, especialmente em fases da vida em que a saúde dos ossos exige maior atenção.
Em um cenário de escolhas alimentares cada vez mais personalizadas, o leite integral mantém sua relevância como um alimento tradicional, acessível e nutricionalmente denso. Para muitos consumidores, ele segue sendo uma opção simples, eficaz e cientificamente respaldada para integrar uma dieta equilibrada — especialmente quando consumido com combinações inteligentes à mesa do café da manhã ou do lanche.
*Escrito para o eDairyNews, com informações de El Economista






