O preço do leite e derivados continua pesando no bolso das famílias. Neste início de ano, os consumidores encontram o litro do produto por um custo entre R$ 5 e R$ 8, dependendo da região do país.
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“Alguns produtos derivados do leite têm valor mais agregado, onde o consumo é mais um nicho de mercado, como alguns tipos de queijo e iogurtes”.

Preço do leite e derivados | Se para o consumidor a alta não é uma boa notícia, para o produtor o horizonte também é instável. O aumento no preço comercializado pelo criador de gado impacta no preço e no consumo de toda a cadeia derivada do produto.

A pesquisadora Ana Paula Negri, da equipe do leite do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), esclarece que os novos preços comprometeram a oferta de derivados na média parcial de janeiro deste ano. Segundo ela, a muçarela e o leite em pó (400 gramas) foram negociados esta semana em São Paulo com altas de 2,8% e 1,8%, respectivamente.

Ana Paula Negri revelou também que alguns colaboradores do Centro de Estudos da Esalq apontaram uma forte queda nos estoques do produto, tanto na indústria quanto nos canais de distribuição, em relação aos meses anteriores.

“Isso se deve à limitação da oferta. De modo geral, os agentes de mercado analisam que a demanda ainda permanece no mesmo patamar, porque houve uma pequena reação no consumo, em virtude das festas de fim de ano, por exemplo”, esclareceu ela. “Não se pode dizer, no entanto, que haja um incremento consistente na demanda”, arrematou.

Impactos

A subida no preço do leite e derivados lácteos resulta de uma série de motivos. De acordo com o zootecnista Maxiliano Cardoso, coordenador de ruminantes da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), o criador de gado leiteiro ainda está cauteloso. “Além do aumento do preço dos insumos agrícolas, fertilizantes e rações, entre outros, o mercado mundial é que rege os preços”, explicou.

O zootecnista informou os principais motivos que levam toda a cadeia de produção leiteira a ser impactada pelo aumento no preço do produto. Alguns fatores fizeram melhorar a oferta, como a chegada do período de chuvas e o aumento da importação do leite. No entanto, apesar do aumento da oferta na quantidade do leite cru (comercializado pelos criadores de gado de leite), foi registrada uma alta no preço e as razões desse reajuste são diversas.

Principais causas

“Alguns produtos derivados do leite têm valor mais agregado, onde o consumo é mais um nicho de mercado, como alguns tipos de queijo e iogurtes”, detalhou Maxiliano. Ele observou, no entanto, que no final das contas toda a cadeia do leite é impactada.

“O produtor ainda está sentindo o reflexo do aumento dos insumos, tanto na parte de fertilizantes como na parte de rações, de concentrados à base de milho e soja e núcleo mineral vitamínico”. O zootecnista lembrou que hoje em dia é o mercado mundial que rege o preço do produto: “O impacto ainda é grande para o produtor, fazendo com que ele fique mais cauteloso em [fazer] novos investimentos e em ampliar o rebanho”, afirmou.

Foto: Fábio Rodrigues/Agência Brasil

Foto: Fábio Rodrigues/Agência Brasil

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Claro que nem preciso contar que por trás dessa agenda tem um nome bem conhecido, cujas aplicações renderão, com toda certeza, rios de dinheiro para o onipotente investidor da agenda da Organização das Nações Unidas, ONU – Bill Gates.  O que tem de bom aí para nós? Provavelmente nada, e muito embora a abordagem seja “vendida” como sustentável e boa para o planeta, temo que para nós, humanos, não seja assim tão maravilhoso o caminho trilhado.

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