Trabalho desenvolvido na Faculdade de Gestão de Negócios faz parte do projeto 'Ciência por Elas'
Verônica Angélica Freitas pesquisa cadeias produtivas, desde 2015. (Foto: Ana Clara dos Reis)
Pesquisas feitas anteriormente pela professora Verônica Angélica Freitas, da Faculdade de Gestão de Negócios da Universidade Federal de Uberlândia (Fagen/UFU), confirmam que, apesar de derivados lácteos serem uma das mercadorias mais comercializadas em Minas Gerais, ainda é possível encontrar novas formas de ampliar a produtividade de leite na região.

O novo estudo feito pela pesquisadora, busca analisar o setor de produção de laticínios no estado com o intuito de promover melhorias e inovações para esse meio.

O projeto foi aprovado pelo edital “Ciência por Elas: Fomento à participação feminina na ciência, inovação e colaboração internacional” e, por meio dele, observou-se que apesar de Minas Gerais ser o maior produtor de leite do Brasil, quando comparado com outras regiões e até outros países, a produtividade não é tão grande quanto.

Assim, a pesquisa busca desenvolver formas de aumentar o número de produtos com maior valor agregado e inovar a gestão da cadeia de suprimentos, seja criando marcas novas ou conciliando produções de marca própria, assim, diversificando o setor para não ser apenas o maior produtor, mas também ter o maior retorno e impacto.

A pesquisa tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e contará com duas bolsas para estudantes de mestrado e doutorado, e duas bolsas para Iniciação Científica, além da participação da professora Vérica Freitas, da Fagen, e de dois estudantes de Administração.

O desenvolvimento do projeto será dividido em etapas para analisar como funciona a cadeia de diferentes focos da produção de lácteos em Minas Gerais, verificando a sua organização, funcionamento e fluxo de produto, para identificar fatores que impactam a produtividade e a comercialização dessas mercadorias.

Anualmente, será feito uma atualização com resultados periódicos como parte do acompanhamento da pesquisa. Ao final dos três anos do projeto, os pesquisadores terão conhecimento de novas possibilidades que podem auxiliar e servir como soluções para ampliar o faturamento do meio no estado.

 

‘Ciência por Elas’

Em 2023, a Fapemig divulgou o edital “Ciência por Elas”, com o objetivo de contribuir para uma ciência com mais mulheres, que conta com três faixas de financiamento para incentivar suas pesquisas. Com a iniciativa, a fundação consegue garantir uma diversidade maior na área, garantindo uma participação importante para o combate de barreiras existentes e apoiando projetos que estavam apenas aguardando bolsas para ajudar no desenvolvimento.

Freitas destaca a importância do projeto para equilibrar o meio acadêmico: “Eu acho importante essas iniciativas para que a gente incentive a presença de mulheres na academia, além de equilibrar a participação de mulheres e homens nesse meio.

Atualmente, faço parte de um projeto que busca promover a participação de mulheres e meninas na ciência, pois, muitas vezes, pelo contexto social e a forma em que a sociedade se posiciona, as mulheres podem fielmente acreditar que esse não é um espaço para elas. O fato de ter um edital exclusivo, busca ressoar como uma forma de concorrer de igual para igual, com as mesmas temáticas e com mais chances”.  

Através do edital, três projetos desenvolvidos por professoras da UFU foram aprovados, como o de Djenaine de Souza, que, assim como Freitas, pesquisa o leite, mas com análises relacionadas a área de química.

 

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