Com 70 litros de leite, os produtores rurais Celso do Carmo Pereira e sua esposa, Ana Lúcia de Almeida, produzem 24 quilos de doce de leite para comercialização em Cuiabá e Várzea Grande.

Ana Lúcia conta que produz até três tachos de doce por dia, ou seja, para manter a produção são necessários 210 litros de leite por dia. Porém, neste período de estiagem, a produção não chega a 120 litros/leite/dia. Para complementar, o casal compra o que falta de um único produtor, o que garante leite de qualidade. “Comprar é necessário, não podemos parar a produção de doces. Tudo que produzimos, vendemos. Os compradores vêm na porta da nossa casa comprar nossos produtos”, esclarece Ana Lúcia.

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Os produtores produzem até 72 quilos de doce por dia

O doce pronto e ainda quente é encaminhado para a cozinha, que foi preparada para receber toda a produção. O local  é limpo e organizado, com mesas de inox e formas apropriadas para montar os diversos tipos e tamanhos de doce. Depois de frio, o doce é embalado e separado para os clientes. Ela explica que leva em média até 3 horas para produzir uma quantidade de 24 quilos de doce, com uma média de produção de até 72 quilos de doce por dia.

Com um plantel de 32 bovinos leiteiros, da raça Holandesa e Jersey, apenas 10 vacas estão produzindo. São realizadas duas ordenhas por dia, nos períodos matutino e vespertino, e a média por vaca é de 12 litros/leite/dia. O produtor Celso, explica que adquiriu um touro há seis meses na expectativa de ampliar o rebanho e percebeu que isto não estava acontecendo.

A médica veterinária da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Priscilla Sinhori, comenta que os produtores pediram ajuda para o escritório da empresa, pois notaram que o touro não havia emprenhado nenhuma vaca. Para averiguar a situação, foi solicitado do Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (Hovet/UFMT), um diagnóstico que confirmou a inaptidão do touro para reprodução. A partir disso, os técnicos da Empaer programaram a inseminação artificial utilizando sêmen de touros importados com aptidão leiteira. “O problema seria pior se não fosse tomada nenhuma atitude rápida, pois a família depende da produção de leite para seu sustento, e sem vacas prenhes a quantidade de leite cairia drasticamente”, enfatiza.

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Foi realizada a inseminação em 10 vacas

A inseminação artificial foi realizada em parceria com a UFMT, sob a coordenação do Professor Emílio César Martins Pereira e com participação dos alunos de graduação Guilherme Barros, Jéssica Lemos, Edson Junior Figueiredo e Huerik Moreira de Souza. Segundo Priscilla, a cada 15 dia é feita uma visita à propriedade para verificar as condições dos animais.

Celso comenta que a inseminação foi uma alternativa para garantir novos animais, e que no final de setembro serão realizados exames nas 10 vacas para confirmar a prenhez. Além da inseminação, ele tomou uma medida para que possa ser realizada a monta natural, emprestando um touro de um produtor vizinho. O antigo touro que foi diagnosticado sem capacidade reprodutiva já não está na propriedade.

A bovinocultura representa uma das principais atividades econômicas para a agricultura familiar. De acordo com levantamentos dos técnicos da Empaer, 30% dos agricultores familiares exercem a pecuária de leite como atividade econômica, com uma produção média diária de 70 litros de leite no período das chuvas e de 40 litros na seca.

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