Projeto InovaLácteos já selecionou mais de 70 startups e prepara novo ciclo em abril. Em outra frente, Embrapa visa aprimorar tabela de consumo no país.
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Startups contribuem no desenvolvimento de soluções digitais para produção de leite | Foto: Freepik
Um nicho específico dentro da pecuária de precisão, a produção de leite, vem gerando demandas para startups. Projetos que visam conectar o campo com empresas de tecnologia e inovação foram compartilhados em painel do AGROtic, evento realizado pelo Tele.Síntese em parceria com a ESALQtec, nesta quinta-feira, 21.

Uma das iniciativas é o projeto InovaLácteos, realizado pela Agência de Inovação de Leite e Derivados – Polo do Leite –, em parceria com o governo de Minas Gerais. A entidade atua na articulação entre a comunidade científica e as empresas do Sistema Agroindustrial do Leite. Na prática, recebe as demandas dos produtores de leite e seleciona startups interessadas em apresentar soluções. Abriu a terceira chamada de seleção, e start ups de todo o país podem se candidatar.

As chamadas inserem as startups em processo de incubação, quando recebem R$ 25 mil em serviços e ações para desenvolver os produtos. A incubadora fica no Parque Tecnológico da Universidade Federal de Viçosa (UFV), entre outras dias universidades.

A demanda leva em conta a movimentação do mercado rumo à transformação digital, que vem pressionando pequenos produtores. “O mercado está empurrando esses sistemas para a adoção de toda a parte robotização, de mecanização, que vai ao encontro da ideia da pecuária de precisão”, destaca José Luiz Bellini, presidente da Agência.

Fernando Ferreira Pinheiro, analista técnico institucional da Organização das Cooperativas Brasileira (OCB) conta que a associação também já levou casos a startups. Segundo ele, entre as ferramentas mais procuradas estão aquelas que auxiliam na gestão.

Atuando diretamente com quem produz, Pinheiro reforça que a transformação digital está sendo imposta porque traz avanços. “Toda a cadeia produtiva tem como ganhar com as novas ferramentas de gerenciamento, coleta e interpretação de dados. Isso foi um ganho muito importante para a gestão do setor, já que a gente tem sido muito cobrado pelo gerenciamento e desenvolvimento de boas práticas de gestão”.

O monitoramento de dados pode ajudar na prevenção de saúde do rebanho, acompanhamento da logística e controle da produção.

Padrão nacional

Thierry Ribeiro Tomich, pesquisador na Embrapa afirma que a empresa intensificou a atuação no segmento do leite em 2012. Atualmente, dispõe de laboratório de biociência e sustentabilidade pecuária, que conta com sala de ordenha automatizada, com internet de alta velocidade, para coleta de dados de análise do animal e do produto.

A estrutura é importante para diversos projetos em andamento, entre eles o de nutrição de precisão, que visa elaborar uma tabela nacional padrão de alimentação para o leite, pois atualmente o país trabalha com referências norte-americanas. “Para ganharmos precisão, precisamos gerar dados locais que permitam ter um programa nacional”, complementa.

O trabalho vem sendo desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais e a Universidade Federal de Viçosa. Metade dos dados são gerados na Embrapa e o restante em outras instituições de pesquisa parceiras. Segundo Tomich, a revisão do conteúdo está na fase final.

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