Foram criadas instruções normativas (IN) para regulamentar a produção, identidade, qualidade, coleta e transporte do leite tipo A, leite cru refrigerado e leite pasteurizado, tendo como objetivo principal a garantia de um leite de qualidade ao mercado consumidor. Alguns parâmetros são observados na análise, como contagem de células somáticas (CCS) e contagem bacteriana total (CBT). O Ministério da Agricultura editou recentemente as IN 76 e 77, readequando, entre outras resoluções, os parâmetros de CCS e CBT, o que relaciona o rebanho leiteiro com sanidade e qualidade no leite, o que está diretamente relacionado com a remuneração ao produtor.
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS) é ponto de apoio aos produtores para o atingimento dos requisitos sanitários adequados para a coleta, produção e comercialização do produto. Cursos como Manejo da Ordenha e Qualidade do Leite, programas como Leitec, ATeG Leite e as consultorias técnicas individuais (CTIs), dentro do espectro do programa Juntos para Competir (JPC), colaboram na criação de novas rotinas.
“O que favorece um bom índice de CBT é a higiene. Higiene do animal, do úbere, da ordenha, da ordenhadeira e um eficiente e rápido resfriamento do leite. Além da manutenção do frio para manter as bactérias em níveis baixos. Já a CCS é um pouquinho mais complicada. Temos de observar os ambientes onde a vaca vive, onde ela deita, onde ela se alimenta. Precisamos evitar qualquer agressão ou risco de contaminação ao úbere”, diz o médico veterinário e instrutor do Senar-RS Orlando Bohrer.