Mercado lácteo em Goiás apresentou retração em agosto, de acordo com o Boletim de Mercado Lácteo Goiano divulgado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) nesta quinta-feira (28).
O levantamento, que acompanha a evolução dos preços dos principais derivados no atacado estadual, apontou que apenas o leite UHT integral registrou aumento no período, enquanto os demais produtos tiveram queda expressiva.
Segundo os dados oficiais, o leite UHT integral avançou 0,68% em relação ao mês anterior, sendo o único item da cesta a apresentar alta.
Entre os produtos que puxaram a retração, o creme a granel liderou a queda com recuo de 16,62%, seguido pelo queijo mussarela (-3,59%) e pelo leite em pó integral (-3,38%). O leite condensado também apresentou variação negativa, mas de forma mais moderada, com queda de 0,80%.
No cálculo geral, a cesta de lácteos no estado registrou uma variação negativa de 3,08%, refletindo um cenário de ajustes no mercado. O secretário da Seapa destacou que, apesar da retração, os números ajudam a compreender o momento do setor e reforçam sua relevância para a economia local.
“Os números mostram que o mercado lácteo segue em fase de ajustes, mas também evidenciam que há espaço para recuperação”, afirmou o representante da pasta.
Cadeia láctea estratégica para Goiás
O setor lácteo goiano tem papel fundamental na economia do estado. O leite está presente em praticamente todos os municípios, movimentando desde pequenas propriedades familiares até grandes indústrias processadoras.
Essa cadeia produtiva não se restringe à ordenha: envolve a fabricação de queijos, leite em pó, manteiga, creme e outros derivados que abastecem o mercado interno e, em alguns casos, também alcançam o mercado externo.
Além da produção primária, a atividade láctea em Goiás gera empregos diretos e indiretos no campo e na indústria, impulsionando segmentos como transporte, comércio e serviços ligados ao abastecimento.
Esse impacto social garante renda para milhares de famílias e contribui para a permanência de produtores no meio rural, evitando o êxodo e fortalecendo economias regionais.
O levantamento da Seapa tem sido utilizado como uma ferramenta importante para orientar as estratégias do setor, tanto no âmbito industrial quanto na formulação de políticas públicas voltadas para a cadeia produtiva.
A divulgação periódica desses dados permite maior transparência e possibilita que produtores, cooperativas e indústrias se adaptem às oscilações de mercado.
Perspectivas para os próximos meses
Embora o mês de agosto tenha sido marcado por uma retração de preços, a Seapa avalia que o mercado lácteo em Goiás pode encontrar espaço para recuperação nos próximos meses, principalmente com o avanço do consumo e as estratégias de ajuste implementadas pela indústria.
O desempenho do leite UHT, ainda que modesto, indica resiliência em um segmento que mantém relevância no consumo doméstico.
Para o produtor rural, a movimentação de preços no atacado é um sinal de alerta sobre a necessidade de planejamento e adequação aos custos de produção, especialmente em um período em que insumos, transporte e energia impactam diretamente a rentabilidade da atividade.
Enquanto isso, os consumidores podem encontrar certa estabilidade nos preços do leite UHT, mas também notar variações em produtos como queijos e creme, que tiveram quedas significativas e podem refletir em promoções no varejo.
Conclusão
O resultado de agosto confirma que o mercado lácteo goiano segue em um período de ajustes, com oscilações que impactam toda a cadeia produtiva. Apesar das quedas registradas, o potencial de recuperação permanece, sustentado por uma estrutura produtiva diversificada e por uma demanda que tende a se manter no médio prazo.
Para acompanhar a evolução do setor, a Seapa reforça a importância do Boletim de Mercado Lácteo Goiano como ferramenta de monitoramento e análise, permitindo decisões mais assertivas em um mercado estratégico para Goiás e para o Brasil.
*Adaptado para eDairyNews, com informações de Agro2