ESPMEXENGBRAIND
19 fev 2026
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🧀 Queijos Finos recebem R$ 3,8 mi e chegam a quatro regiões, com foco em renda e tecnologia no campo.
🧀 Projeto Queijos Finos amplia alcance e integra ciência, mercado e agroindústria.
🧀 Projeto Queijos Finos amplia alcance e integra ciência, mercado e agroindústria.

Queijos Finos passam a integrar quatro novas regiões do Paraná com investimento de R$ 3,8 milhões, ampliando uma estratégia de agregação de valor voltada à pequena produção leiteira.

A iniciativa avança para Sudoeste, Campos Gerais, Norte Pioneiro e Região Metropolitana de Curitiba, com foco direto em renda, padronização e inserção de mercado.

O mecanismo central do projeto é a transferência estruturada de tecnologia. Produtores participam de formação teórica em larga escala, seguida de seleção de 20 participantes por região para capacitação prática em boas práticas de fabricação. Desses, cinco recebem tecnologia personalizada dentro da agroindústria, com acompanhamento técnico para produção de queijos de maior valor agregado.

A diferença econômica é explícita. Segundo dados apresentados pela Fundação Araucária, a adoção dos protocolos pode ampliar em mais de 380% o resultado obtido com técnicas tradicionais. O intervalo de preços citado vai de R$ 25 para até R$ 150 por quilo, sinalizando uma mudança substancial na captura de valor ao longo da cadeia.

O suporte não se limita à capacitação. Até 40 queijarias por região poderão receber consultoria direta na propriedade. Há previsão de transferência de até cinco protocolos de fabricação já validados comercialmente, além de acompanhamento laboratorial por três anos, com análises gratuitas de água, leite e produto final. A lógica é reduzir risco sanitário e assegurar padrão constante, condição essencial para acessar mercados mais exigentes.

A coordenação técnica está sob liderança de Kennidy de Bortoli, eleito melhor queijeiro do Brasil. O projeto combina tecnologia, orientação de mercado e apoio em embalagem e posicionamento comercial. A estratégia reconhece que qualidade sem canal estruturado de venda limita o retorno econômico.

Institucionalmente, a expansão incorpora secretarias estaduais ligadas à ciência, indústria e inovação, além da Fundação Araucária e do Biopark, que já executava o projeto na região Oeste. As atividades devem ocorrer em universidades estaduais das regiões contempladas, como a Universidade Estadual do Norte do Paraná e a Universidade Estadual de Ponta Grossa, integrando ensino superior à difusão tecnológica no campo.

O anúncio ocorreu durante o Show Rural Coopavel, evento que registrou 61.090 visitantes no primeiro dia da edição atual, superando o início do ano anterior. A feira, criada em 1989, tornou-se referência nacional na difusão de tecnologias agropecuárias e movimentou R$ 7 bilhões em comercialização na edição de 2025.

Para tomadores de decisão no setor lácteo, o movimento indica uma política ativa de diferenciação regional baseada em qualidade e valor agregado. Ao estruturar formação, protocolo e suporte técnico de longo prazo, o Estado sinaliza aposta em nichos premium como alternativa à competição exclusivamente por volume.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Jornal do Oeste

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