O iogurte natural foi o protagonista de um teste às cegas que reuniu especialistas do setor de lácteos para avaliar produtos amplamente disponíveis no varejo brasileiro.
Apesar de ter uma formulação simples — basicamente leite e fermentos lácteos —, o produto apresentou diferenças relevantes entre marcas, especialmente nos aspectos de sabor, textura e sensação em boca.
A avaliação foi conduzida pelo projeto Paladar Testou, que organizou a degustação com foco exclusivamente técnico, sem identificação das marcas durante a análise. Participaram do júri quatro profissionais com trajetória reconhecida na área de alimentos: a mestre queijeira Heloísa Collins, a queijista Mônica Resende, o queijista Bruno Cabral e o empresário e gelataio Marcio Ohta. O grupo avaliou nove marcas de iogurte natural disponíveis nos supermercados.
Segundo os jurados, a aparência foi o critério com menor variação entre os produtos. Brilho, coloração e aspecto visual se mostraram relativamente homogêneos, o que reforça que, à primeira vista, os iogurtes naturais tendem a parecer semelhantes ao consumidor. As principais diferenças, no entanto, surgiram quando entraram em cena o sabor e a textura — fatores decisivos para o desempenho no ranking final.
Os critérios adotados foram sabor, textura e aparência, analisados de forma conjunta. A consistência, a cremosidade, a presença ou ausência de grumos, o equilíbrio entre acidez e dulçor natural do leite e a persistência do sabor foram pontos observados com atenção. A partir dessa análise sensorial, os jurados estabeleceram um ranking com os três melhores colocados.
Na terceira posição ficou o Atilatte, que se destacou pelo bom equilíbrio de sabor e acidez. De acordo com a avaliação, o produto apresentou aparência brilhante e levemente grumosa, textura firme e consistência cremosa. O sabor de leite foi apontado como um diferencial positivo, trazendo identidade ao iogurte sem excessos.
O Leitíssimo conquistou o segundo lugar no pódio. Para os jurados, o iogurte apresentou textura cremosa, bom corpo e um sabor equilibrado, com leve dulçor natural. O brilho e a sensação em boca contribuíram para a boa avaliação, colocando a marca entre as mais consistentes do teste.
O primeiro lugar ficou com o iogurte natural da Danone, que obteve a melhor avaliação no conjunto geral. Segundo os especialistas, o produto apresentou textura bem ajustada, cremosidade na medida certa e aparência brilhante. A acidez foi considerada ótima e o sabor delicado, com presença marcante de leite, sem notas indesejadas ou desequilíbrios.
Além das três marcas que lideraram o ranking, também foram avaliados os iogurtes naturais das marcas Batavo, Delicari, Fazenda, Nestlé e Vigor. Embora não tenham alcançado o pódio, todos fizeram parte da comparação técnica e contribuíram para o panorama geral do mercado.
O teste evidencia que, mesmo em produtos de formulação curta e aparentemente simples, como o iogurte natural, há diferenças sensoriais perceptíveis para quem avalia com critério técnico. Pequenas variações no processamento, na fermentação e na matéria-prima podem resultar em experiências distintas para o consumidor final.
Para o público, o ranking funciona como um guia prático, mas também como um convite à atenção. O iogurte natural segue sendo um alimento presente no cotidiano, usado tanto puro quanto como base para preparações doces e salgadas. A avaliação reforça que qualidade sensorial não é um atributo automático e que vale observar textura, acidez e sabor na escolha do produto.
Em um mercado cada vez mais diversificado, testes às cegas como este ajudam a traduzir atributos técnicos em informações acessíveis, aproximando o consumidor das características que definem um bom iogurte natural.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de MSN






