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20 fev 2026
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🧀 Rota do Queijo reúne 31 variedades, prêmios e até 2 toneladas mensais no interior paulista.
🧀 Rota do Queijo combina tradição, tecnologia básica e reconhecimento internacional.
🧀 Rota do Queijo combina tradição, tecnologia básica e reconhecimento internacional.

A Rota do Queijo consolida-se como vitrine da produção artesanal no interior de São Paulo, combinando diversidade de portfólio, reconhecimento internacional e integração com o turismo rural.

O circuito conecta propriedades em Jundiaí e Cabreúva que transformaram a pequena escala em diferencial competitivo.

Em Jundiaí, uma queijaria familiar opera há mais de três décadas e hoje produz 31 tipos de queijos, sendo 18 com leite de vaca e 13 com leite de cabra. O portfólio inclui frescal, meia cura, muçarela, parmesão e criações autorais. Parte dessas receitas já recebeu premiações internacionais, sinalizando avanço em padrão técnico e diferenciação sensorial.

A estrutura produtiva envolve quase 100 vacas e mais de 130 cabras, com duas ordenhas diárias. Apesar da mecanização pontual, o modelo preserva características tradicionais. As máquinas concentram-se na ordenhadeira e no tanque de resfriamento, assegurando controle de qualidade da pasteurização à maturação. O equilíbrio entre técnica e identidade artesanal sustenta o posicionamento da marca.

Em Cabreúva, outro empreendimento integra produção e experiência. Há dez anos no mercado, o produtor fornece mais de duas toneladas de queijo por mês. A oferta inclui variedades de vaca, cabra e búfala, frescas e maturadas. Entre os produtos mais demandados estão o “Sol”, elaborado com processo diferenciado, e o “Quina”, de textura macia e sabor suave.

O diferencial não está apenas no volume. A propriedade ampliou o escopo para visitas guiadas, degustações, piqueniques e contato com os animais, criando uma experiência imersiva. O pôr do sol no campo passou a integrar o roteiro, reforçando o vínculo entre alimento e território.

Para o setor lácteo, a Rota do Queijo evidencia três sinais relevantes. Primeiro, a diversificação de espécies e receitas amplia o alcance de mercado. Segundo, o reconhecimento internacional fortalece reputação regional. Terceiro, a conexão com o turismo agrega valor sem descaracterizar o processo produtivo.

O movimento indica que, mesmo com estrutura enxuta, é possível atingir escala mensal relevante e manter diferenciação. A combinação de tradição, controle sanitário e experiência rural cria um modelo híbrido, no qual o queijo deixa de ser apenas produto e passa a ser destino.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de G1

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