ESPMEXENGBRAIND
7 jan 2026
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Dados do Conseleite mostram estabilização com queda mais lenta nos preços e indicam possível retomada do mercado do leite no RS em 2026 📈
Preços do leite seguem em baixa, mas ritmo menor reforça expectativa de estabilização do mercado no RS 🔍
Preços do leite seguem em baixa, mas ritmo menor reforça expectativa de estabilização do mercado no RS 🔍

A estabilização do mercado do leite começa a ganhar contornos mais claros no Rio Grande do Sul, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado (Conseleite).

As informações foram apresentadas durante a última reunião da entidade em 2025, realizada de forma virtual, e reforçam a percepção de que o ciclo de queda nos preços perde intensidade, abrindo espaço para um cenário mais equilibrado ao longo de 2026.

Na ocasião, o Conseleite anunciou a projeção de R$ 2,0180 para o valor de referência do leite em dezembro de 2025 no Estado. O número representa uma redução de 0,28% em relação ao valor projetado para novembro, que havia sido de R$ 2,0237. Embora o resultado ainda indique recuo, a variação marginal evidencia uma desaceleração do movimento de baixa observado ao longo do segundo semestre.

Além da projeção, o colegiado também divulgou o valor consolidado de novembro de 2025, fixado em R$ 2,0601. O montante corresponde a uma queda mais expressiva, de 6,38%, na comparação com o consolidado de outubro, quando o valor havia alcançado R$ 2,2006. Para o Conseleite, essa diferença entre os indicadores consolidados e projetados ajuda a explicar o momento de transição vivido pelo mercado.

Segundo a avaliação apresentada durante a reunião, o comportamento recente dos preços sugere que o mercado do leite no Rio Grande do Sul se aproxima de um ponto de inflexão. A leitura predominante entre os integrantes do conselho é de que, apesar da manutenção de valores pressionados no curto prazo, os fundamentos começam a apontar para uma possível recuperação a partir do primeiro trimestre de 2026.

O cálculo do valor de referência do leite é elaborado mensalmente pela Universidade de Passo Fundo (UPF), com base em informações fornecidas pelas indústrias de laticínios que atuam no Estado. A metodologia considera a movimentação do mercado nos primeiros 20 dias de cada mês, refletindo o comportamento efetivo das negociações entre produtores e indústria.

De acordo com o Conseleite, os parâmetros técnicos utilizados no modelo foram atualizados pela Câmara Técnica da entidade em 2023, o que confere maior aderência às condições atuais da cadeia láctea. Esse processo busca assegurar que o valor de referência represente, de forma equilibrada, tanto os custos de produção quanto a realidade de comercialização dos derivados lácteos.

Durante o encontro virtual, outro ponto relevante foi a definição da nova coordenação do Conseleite para 2026. Conforme o sistema de rotação adotado pela entidade, que alterna anualmente a liderança entre representantes da indústria e dos produtores, a coordenação passará do setor industrial — responsável pelo comando em 2025 — para o setor produtivo no próximo ano.

A mudança é vista como estratégica em um momento de transição do mercado. Representantes do conselho destacaram que a alternância na coordenação contribui para manter o equilíbrio institucional e fortalecer o diálogo entre os diferentes elos da cadeia, especialmente em períodos de ajuste econômico.

Na avaliação de analistas do setor, a sinalização de estabilização do mercado do leite no Rio Grande do Sul ocorre em um contexto mais amplo de reacomodação da oferta e da demanda. Fatores como a redução do ritmo de crescimento da produção, ajustes no consumo interno e maior cautela nas importações tendem a influenciar o comportamento dos preços nos próximos meses.

Embora o cenário ainda exija atenção, a leitura predominante é de que o pior momento do ciclo de baixa pode ter ficado para trás. Para produtores, a desaceleração das quedas já representa um alívio parcial, enquanto a indústria observa com cautela os movimentos do mercado, aguardando sinais mais consistentes de retomada.

Com isso, o fechamento de 2025 deixa como principal mensagem a expectativa de maior previsibilidade para a cadeia láctea gaúcha. Se confirmadas as projeções, a estabilização do mercado do leite poderá criar bases mais sólidas para decisões produtivas e comerciais ao longo de 2026.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Alegrete

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