O Sistema de Identificação Individual e Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos de Santa Catarina (SRBOV-SC) celebrou 16 anos de atuação no dia 31 de março de 2024
SISTEMA
"Esta iniciativa não só promove a segurança sanitária do plantel e a saúde única, mas também fortalece Santa Catarina como referência em qualidade e segurança zoossanitária"
O sistema de identificação e monitoramento, liderado pelo Departamento de Defesa Sanitária Animal da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), tem desempenhado um papel vital na promoção da segurança sanitária do rebanho.

Com esta identificação é possível acompanhar toda a movimentação dos animais, como saber de qual município e de qual propriedade provém cada um, onde nasceu e onde foi abatido.

Foto: Ascom Cidasc

Por meio do cadastro no Sistema de Gestão da Defesa Agropecuária (Sigen+) e da atribuição de brincos de identificação oficial do estado, cada animal recebe uma identificação única, permitindo o rastreamento preciso de sua origem e movimentação.

Esta iniciativa não só promove a segurança sanitária do plantel e a saúde única, mas também fortalece Santa Catarina como referência em qualidade e segurança zoossanitária.

A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, enfatiza a importância do trabalho contínuo realizado pelos profissionais da companhia, que vão além da identificação e rastreabilidade dos animais, englobando também o controle do trânsito de animais e produtos de origem animal. Além disso, ressalta-se o apoio crucial do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa) e o empenho dos produtores rurais, fundamentais para o sucesso do programa.

“Graças a esses esforços conjuntos, Santa Catarina tem sido reconhecida internacionalmente pela qualidade de seus produtos agropecuários e pelo cuidado com a sanidade de seus rebanhos”, comenta Celles Regina de Matos, presidente da Cidasc.

“A rastreabilidade de bovinos oferece diversas vantagens, incluindo a garantia da segurança alimentar ao permitir a identificação e o rastreamento preciso dos animais ao longo da cadeia de produção. Ajuda a monitorar e controlar doenças, possibilita a implementação de práticas de manejo mais eficientes, melhora a gestão da produção e promove a transparência no mercado, aumentando a confiança dos consumidores nos produtos de origem bovina”, enfatiza o médico veterinário da Cidasc e responsável pela Rastreabilidade Bovina e Bubalina, Fábio de Carvalho Ferreira.

Além da identificação e rastreabilidade dos bovinos e bubalinos, a Cidasc realiza ainda o controle do trânsito de animais e produtos de origem animal. São 57 Postos Fixos de Fiscalização Agropecuária nas divisas com Paraná e Rio Grande do Sul, e na fronteira com a Argentina.

Continuamente, os profissionais da companhia realizam inspeções clínicas e estudos sorológicos nos rebanhos, além de dispor de uma estrutura de alerta para a investigação de qualquer suspeita de enfermidade que seja notificada pelos produtores ou por qualquer cidadão.

A Cidasc conta com o apoio do Icasa nas vistorias dos rebanhos catarinenses e no atendimento a produtores rurais nos Escritórios de Atendimento à Comunidade (EAC). A soma destes esforços conduziu o reconhecimento de Santa Catarina como referência internacional pela qualidade de seus produtos e pelo cuidado constante com a sanidade de seus rebanhos.

Ano após ano o agronegócio catarinense vem se destacando e ampliando a presença internacional e hoje já responde por mais de 70% das exportações.

História 

No dia 31 de março de 2008, o então governador do Estado de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, o secretário de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Antonio Ceron, o presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Edson Henrique Veran e o presidente do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa), Ricardo De Gouvêa, acompanhado do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, do presidente da Comissão de Agricultura do Senado Italiano, Paolo De Castro (ex-ministro da agricultura) e do presidente da União de Importadores de Carnes e Derivados da Itália, Renzo Fossato, se reuniram em Florianópolis, para a solenidade de conclusão da Identificação Individual dos Bovinos e Bubalinos em Santa Catarina.

A identificação dos primeiros animais foi realizada somente em alguns municípios, por meio de um projeto-piloto e, a partir de maio de 2008, se expandiu para todo o território catarinense.

Nesta primeira etapa foram identificados 4,1 milhões de bovinos e bubalinos, que proporcionou a atualização dos dados das propriedades rurais, no sistema de gestão sanitária animal da época.

Todos os animais receberam brincos de identificação, um em cada orelha, com características visuais únicas para o Estado de Santa Catarina.

O número de identificação individual de cada brinco, que o animal recebe, segue o padrão do Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Fonte: Ascom Cidasc / Governo de SC

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