O que acontece quando a gestão entra de vez na produção de leite.
Não se trata apenas de capacitação. A produção de leite será observada de diferentes ângulos dentro de 12 propriedades, com acompanhamento individual e aplicação prática.
A gestão da produção de leite será o ponto de encontro entre universidade, cooperativismo e produtores rurais em uma iniciativa que começa a ganhar forma na região de Francisco Beltrão, no Paraná.
O projeto foi lançado na quinta-feira, 17, no campus de Francisco Beltrão do Centro Universitário Unisep, em parceria com a Cresol. Mas o aspecto mais interessante da iniciativa está no que acontecerá depois do lançamento: a proposta é levar professores de diferentes áreas para dentro das propriedades participantes.
Ao todo, 12 propriedades rurais da região serão acompanhadas. A partir de outubro, os produtores participarão de módulos que combinarão conteúdos teóricos na universidade e atividades práticas nas próprias fazendas.
A ideia é trabalhar questões diretamente relacionadas à rotina da atividade leiteira, como controle de custos, planejamento, organização da produção, utilização de indicadores e tomada de decisões.
É justamente essa combinação que diferencia a proposta. Em vez de concentrar o conhecimento em uma única especialidade, o projeto reúne profissionais de Agronomia, Medicina Veterinária, Ciências Contábeis e Análise e Desenvolvimento de Sistemas.
Cada área leva sua perspectiva para a propriedade, enquanto os conteúdos serão aplicados de acordo com a realidade de cada participante.
Durante o lançamento, Gerson Preileper, representante da Cresol, apresentou os principais pontos da iniciativa. Já Ivan Carlos Bertoldo, diretor de Planejamento da Unisep, detalhou a estrutura dos módulos que serão desenvolvidos.
O formato prevê, portanto, uma aproximação entre três ambientes que normalmente aparecem separados: o conhecimento acadêmico, a experiência do produtor e a atuação de uma instituição financeira ligada ao cooperativismo.
Para as propriedades, o próximo capítulo será menos institucional e mais concreto: a aplicação dos conteúdos e o acompanhamento individual começam em outubro.
E é aí que estará o teste mais interessante do projeto. Não nos discursos de lançamento, mas na capacidade de transformar conhecimento em organização, indicadores e ferramentas para apoiar as decisões dentro de cada propriedade.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Jornal de Beltrão






