ESPMEXENGBRAIND
30 nov 2025
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Pesquisa revela que adolescentes que consomem 236 ml adicionais de leite por dia alcançam, em média, 0,39 cm a mais. Nutricionistas reforçam valor do cálcio 📈
Consumo regular ajuda adolescentes a desenvolver ossos mais fortes e ganhar mais altura na fase crítica. 🥛
Consumo regular ajuda adolescentes a desenvolver ossos mais fortes e ganhar mais altura na fase crítica 🥛

Adolescentes seguem no centro das discussões sobre nutrição, e um novo estudo trouxe evidências que reforçam a importância do leite nessa fase.

A pesquisa, publicada no The Journal of Nutrition e comentada por especialistas brasileiros, analisou jovens entre 2 e 17 anos e ajustou o consumo de leite ao gasto energético individual. O resultado chamou a atenção das famílias: a cada 236 ml adicionais de leite ingeridos por dia ao longo da infância e da adolescência, a altura aumentou, em média, 0,39 cm — um dado que ganha ainda mais destaque em datas como o Dia da Juventude, celebrado em 12 de agosto.

A nutricionista Carolina Nobre, do centro clínico Órion Complex, em Goiânia, explica que a fase por volta dos 12 anos é marcada por um crescimento acelerado. Para ela, esse é o momento em que o corpo mais precisa de cálcio, nutriente chave para o desenvolvimento ósseo.

Segundo a especialista, muitos responsáveis subestimam essa demanda, acreditando que o leite é essencial apenas na infância. “Este momento da juventude é quando existe um crescimento mais exacerbado do adolescente, e é importante que o consumo de cálcio impulsione o desenvolvimento adequado dos ossos”, destaca.

A médica reforça que, embora o cálcio esteja disponível em diferentes alimentos, o leite e seus derivados compõem a principal fonte desse mineral na alimentação do brasileiro. Além disso, lembra que o leite não entrega apenas cálcio: também contribui com gorduras, proteínas e vitamina D — um pacote de nutrientes indispensáveis para a formação e fortalecimento do tecido ósseo.

De acordo com Carolina, esses elementos atuam de forma complementar, ajudando adolescentes a alcançar seu potencial máximo de crescimento.

O tema se torna ainda mais relevante quando a intolerância à lactose está presente. Para casos assim, o diretor-geral da Marajoara Laticínios, Vinícius Junqueira, explica que as versões sem lactose mantêm todos os benefícios nutricionais. Ele detalha que, durante o processo de envase, é adicionada a enzima lactase, responsável por quebrar a lactose em açúcares mais simples — glicose e galactose.

Pessoas intolerantes geralmente produzem essa enzima em menor quantidade, e sua adição no alimento facilita a digestão. “Assim como o leite desnatado e o semidesnatado não perdem em teor nutricional, apenas em gordura, o leite sem lactose mantém todos os benefícios do integral”, afirma Junqueira.

Apesar das vantagens, a nutricionista Carolina alerta que o consumo não deve ultrapassar limites diários. Por conter uma quantidade considerável de gordura, o leite pode contribuir para excessos energéticos se consumido sem moderação. Para adolescentes, o limite recomendado é de até 500 ml por dia, quantidade que já garante aporte adequado de cálcio. Segundo Carolina, ultrapassar esse volume não aumenta os benefícios e pode desequilibrar a rotina alimentar.

Outro ponto que costuma ser negligenciado pelas famílias é o papel da água. Muitos adolescentes acabam substituindo a hidratação por leite, seja pelo gosto, seja pelo hábito. Carolina reforça que, apesar de nutritivo, o leite não substitui a água na hidratação diária.

Ela explica que a densidade e a composição do alimento não permitem que ele cumpra a mesma função no organismo. “Mesmo que o leite tenha seus benefícios, ele não vai hidratar tanto quanto a água, então isso deve ser considerado”, completa.

No fim das contas, o estudo acrescenta novos dados ao debate sobre nutrição juvenil e reforça a necessidade de orientar pais, responsáveis e os próprios jovens sobre práticas equilibradas. Com evidências científicas, depoimentos de especialistas e recomendações simples, o recado fica claro: manter o leite na rotina dos adolescentes pode ser decisivo para um desenvolvimento saudável — e pode fazer diferença inclusive na altura.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Guaíra News

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