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14 jan 2026
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Brasil encerra 2025 com queda nas importações de leite e ajuste no equilíbrio do abastecimento 🧩
Com produção doméstica mais robusta, importações de leite recuam no fim de 2025, aponta o Imea 🐄
Com produção doméstica mais robusta, importações de leite recuam no fim de 2025, aponta o Imea 🐄

As importações de leite do Brasil registraram uma retração relevante em dezembro de 2025, indicando menor dependência do mercado externo e um cenário de maior oferta interna de lácteos.

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e foram compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Aplicada (Imea), que acompanha mensalmente os fluxos do comércio internacional do setor.

De acordo com o levantamento, o país importou 160,43 milhões de litros de produtos lácteos em dezembro. O volume representa uma queda de 9,47% em relação a novembro e uma retração ainda mais expressiva quando comparado ao mesmo mês de 2024, com recuo de 17,47% na base anual. O movimento reforça uma tendência de desaceleração das compras externas observada ao longo do segundo semestre de 2025.

Além da redução física, o desembolso financeiro também diminuiu. Segundo o Imea, o Brasil gastou US$ 71,69 milhões com importações de lácteos em dezembro. O valor ficou 4,76% abaixo do registrado em novembro e 18,30% inferior ao de dezembro do ano anterior, refletindo não apenas a queda no volume adquirido, mas também ajustes nos preços médios das operações.

Na leitura do Imea, o principal fator por trás da redução das importações está ligado ao aumento da oferta interna de leite e derivados. Com maior disponibilidade de produto no mercado doméstico, a necessidade de recorrer ao abastecimento externo diminuiu, contribuindo para um cenário mais equilibrado entre oferta e demanda no país.

O instituto destaca que esse comportamento não é pontual. Ao longo da segunda metade de 2025, o mercado brasileiro de lácteos passou por ajustes graduais, com melhora na produção nacional e esforços para elevar a competitividade frente aos produtos importados. Esse contexto reduziu a pressão por compras externas, especialmente em períodos de maior captação interna de leite.

A queda nas importações também tem implicações diretas para a cadeia produtiva local. Um menor ingresso de produtos estrangeiros tende a favorecer a indústria e os produtores nacionais, ao reduzir a concorrência externa em um momento de recomposição do mercado interno. Para o Imea, o movimento contribui para um ambiente mais previsível, ainda que não elimine desafios estruturais do setor.

Os dados consolidados de dezembro reforçam esse quadro. Em comparação mensal, a retração de quase 10% no volume importado indica uma desaceleração significativa no ritmo de compras. Já na comparação anual, a queda superior a 17% evidencia uma mudança mais estrutural no comportamento do mercado brasileiro em relação ao comércio internacional de lácteos.

Do ponto de vista do abastecimento, o cenário aponta para maior equilíbrio interno, com capacidade da produção nacional de atender a uma parcela maior da demanda. Esse fator reduz a exposição do mercado brasileiro às oscilações externas, como variações cambiais ou mudanças nos preços internacionais dos lácteos.

Ainda assim, o Imea observa que o movimento deve ser analisado dentro de um contexto mais amplo. O segundo semestre de 2025 foi marcado por ajustes simultâneos na produção, no consumo e nas estratégias da indústria, em um ambiente de busca por eficiência e competitividade. A redução das importações é um dos reflexos desse processo, mas não significa o fechamento do mercado brasileiro ao comércio externo.

As importações continuam exercendo papel relevante em nichos específicos e em momentos de menor oferta interna. No entanto, os números de dezembro indicam que, no encerramento de 2025, o Brasil conseguiu reduzir sua dependência externa em leite e derivados, apoiado em uma produção doméstica mais consistente.

Para o setor lácteo, os dados reforçam a importância de acompanhar de perto os indicadores de comércio exterior como sinalizadores de tendência. A evolução das importações de leite segue sendo um termômetro tanto da competitividade interna quanto das condições de mercado, em um cenário que permanece dinâmico e sujeito a ajustes ao longo de 2026.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de PP

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