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21 jan 2026
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A mussarela consome 44% do leite do Estado e se consolida como eixo estratégico da cadeia de queijos em Mato Grosso 🧀
Federação das Indústrias destaca a mussarela como principal vetor de valor agregado ao leite em Mato Grosso 🧀
Federação das Indústrias destaca a mussarela como principal vetor de valor agregado ao leite em Mato Grosso 🧀

A mussarela concentra cerca de 75% de todo o volume de queijos produzidos em Mato Grosso e se afirma como o principal pilar de crescimento dentro da cadeia de laticínios do Estado.

A avaliação é da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), que aponta o segmento como um dos mais promissores da indústria local, tanto pelo volume processado quanto pela capacidade de agregar valor ao leite produzido na região.

Segundo a Fiemt, a produção de queijos consome aproximadamente 44% de todo o leite captado em Mato Grosso, percentual que evidencia o peso estratégico do derivado para a indústria láctea estadual. Dentro desse conjunto, a mussarela ocupa posição central, por combinar elevada demanda de mercado, versatilidade de uso e escala industrial compatível com a estrutura produtiva existente.

A entidade avalia que a articulação entre oferta de matéria-prima, capacidade industrial instalada, tradição produtiva e avanço em processos de certificação cria condições favoráveis para a ampliação de mercados. Esse conjunto, conforme destacado pela Federação, tem potencial para fortalecer a renda no campo, estimular investimentos industriais e impulsionar o desenvolvimento regional ao longo da cadeia.

Outro aspecto ressaltado pela Fiemt é a diversidade da produção. Atualmente, Mato Grosso fabrica mais de 30 tipos de queijos, abrangendo desde produtos artesanais até itens produzidos em larga escala pela indústria. Parte relevante dos queijos artesanais do Estado conta com certificação do Selo Arte, o que amplia as possibilidades de circulação interestadual e reforça a formalização do segmento.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Mato Grosso, Antonio Bornelli, o cenário reúne características que sustentam uma perspectiva de crescimento consistente. Em avaliação divulgada pela entidade, ele afirma que o setor combina disponibilidade de leite, capacidade industrial e tradição produtiva, tanto no âmbito industrial quanto artesanal.

Segundo Bornelli, o mercado consumidor também apresenta trajetória de expansão, o que reforça o papel do queijo como principal instrumento de agregação de valor ao leite local. Na leitura do dirigente, a mussarela se destaca justamente por ser um produto com alto giro, ampla aceitação e importância estratégica para o equilíbrio econômico das indústrias de laticínios do Estado.

Além dos indicadores produtivos, o setor de queijos de Mato Grosso também vem acumulando marcos simbólicos que ampliam sua visibilidade. O Estado detém atualmente o recorde do maior queijo frescal do Brasil, com mais de três mil quilos, produzido no município de Curvelândia. A iniciativa envolveu articulação entre produtores e indústria, reforçando a capacidade técnica e organizacional do segmento.

Outro movimento citado pelas entidades do setor é a mobilização para o Festival do Queijo de Mato Grosso, realizada por dois anos consecutivos. A participação no evento é vista como uma estratégia de promoção institucional, valorização da produção local e aproximação com o consumidor, especialmente no segmento de queijos artesanais e regionais.

Na avaliação da Fiemt, a consolidação da mussarela como produto dominante não impede a diversificação, mas funciona como base de sustentação econômica para que outras categorias avancem. A coexistência entre produção em escala e fabricação artesanal é apontada como um diferencial competitivo, capaz de atender diferentes nichos de mercado e reduzir a exposição a oscilações específicas de demanda.

O desempenho do setor de queijos, segundo a Federação, também dialoga com desafios estruturais da cadeia do leite, como custos de produção, logística e necessidade de ganho de eficiência industrial. Nesse contexto, produtos com maior valor agregado, como os queijos, tendem a desempenhar papel central na sustentabilidade econômica do sistema produtivo.

Com a mussarela ocupando posição dominante e uma base produtiva diversificada, Mato Grosso se consolida como um polo relevante na produção de queijos no Centro-Oeste. A leitura das entidades é de que, mantidas as condições atuais, o segmento seguirá como um dos principais vetores de crescimento da indústria de laticínios do Estado nos próximos anos.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Só Notícias

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