ESPMEXENGBRAIND
12 fev 2026
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Com R$ 700 milhões em dois anos, a inovação apoiada pelo BDMG ganha escala e reforça a competitividade das empresas mineiras 📈
Pelo segundo ano seguido, a inovação recebeu mais de R$ 300 milhões em crédito do BDMG, com impacto direto na indústria e no emprego 💡
Pelo segundo ano seguido, a inovação recebeu mais de R$ 300 milhões em crédito do BDMG, com impacto direto na indústria e no emprego 💡

A inovação consolidou um novo patamar de financiamento em Minas Gerais com o desempenho das linhas de crédito do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) em 2025.

Pelo segundo ano consecutivo, os recursos destinados a projetos inovadores superaram a marca de R$ 300 milhões, confirmando a tendência de expansão do investimento produtivo no Estado. Considerando os resultados de 2024 e 2025, o volume total liberado chega a R$ 700 milhões.

Segundo o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, os números refletem uma mudança estrutural no comportamento das empresas mineiras, que passaram a priorizar diferenciação, eficiência e competitividade como estratégias centrais de crescimento. Para o executivo, o desempenho é especialmente relevante em um contexto econômico mais restritivo, no qual decisões de investimento exigem maior previsibilidade e acesso a crédito adequado.

Viégas Neto afirma que, mesmo diante desse cenário, o banco conseguiu ampliar o alcance das linhas voltadas à inovação e apoiar projetos com impacto concreto sobre os negócios e sobre a economia estadual. De acordo com ele, o foco não está apenas no volume liberado, mas na capacidade dessas operações de transformar processos produtivos e fortalecer cadeias econômicas locais.

As liberações ocorreram por meio de 13 linhas de crédito distintas, o que evidencia a diversidade do portfólio do BDMG voltado à inovação. Essas linhas contemplam desde o desenvolvimento de novos produtos, serviços e tecnologias até a aquisição de máquinas e equipamentos associados à indústria 4.0, além de projetos de digitalização e integração de sistemas.

Os recursos que sustentam essas operações são ofertados ao mercado após captação junto a parceiros institucionais, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Essa articulação permite ao BDMG oferecer crédito de longo prazo com condições compatíveis com projetos de maior maturação tecnológica.

Um dos exemplos citados pelo banco é o da Laticínios Sabor da Serra, empresa localizada em Lima Duarte, na Zona da Mata mineira. Fornecedora de grandes redes varejistas do Estado, a companhia contratou uma operação de R$ 5 milhões voltada à transformação digital de seu processo produtivo.

De acordo com informações da empresa, o financiamento viabilizou a automação da coleta de dados, a integração de sistemas e a modernização do parque de equipamentos. Essas mudanças permitiram ganhos de eficiência operacional, ampliação da produção e a conquista de novos clientes. Como resultado, a empresa registrou crescimento de 40% no faturamento no último ano.

O diretor-presidente da Laticínios Sabor da Serra, Robson Paula Valle, avalia que o investimento representou um divisor de águas na trajetória da empresa. Filho de um dos fundadores, ele afirma que o apoio do BDMG foi decisivo para transformar o planejamento estratégico em ações concretas. Segundo Valle, a inovação permitiu melhorar o controle da produção, elevar a eficiência e preparar a empresa para um novo ciclo de crescimento.

Para 2026, a expectativa da companhia é de um crescimento adicional de 15% no faturamento, sustentado pela consolidação das melhorias operacionais e pela ampliação de mercados. Valle destaca que os efeitos do investimento vão além dos indicadores financeiros e alcançam a cadeia produtiva e o território onde a empresa está inserida.

Segundo o executivo, a ampliação da capacidade produtiva resultou em aumento significativo do emprego e da geração de renda local. O quadro de colaboradores diretos e indiretos da empresa cresceu 75% após a implementação do projeto. Para ele, a inovação planejada se torna estratégica quando integra processos, melhora a alocação de recursos e prepara a empresa para expandir de forma escalável.

Valle também ressalta o papel do BDMG como agente estruturante da competitividade empresarial em Minas Gerais. Na sua avaliação, o acesso a crédito de longo prazo, com condições adequadas, permite que empresas mineiras ampliem sua atuação para outros estados e avancem em direção ao mercado internacional, fortalecendo a presença industrial do Estado.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Agência Minas Gerais

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