ESPMEXENGBRAIND
25 jan 2026
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🧀 Da Europa à Oceania, a produção de queijo revela hábitos culturais, escalas industriais e curiosidades que atravessam fronteiras.
🧀 Países líderes, consumo per capita e comparações curiosas ajudam a entender o tamanho real do queijoverso.
🧀 Países líderes, consumo per capita e comparações curiosas ajudam a entender o tamanho real do queijoverso.

A produção de queijo é um daqueles temas que conseguem unir estatística e prazer na mesma frase.

Basta mencionar o assunto para despertar imagens de mesas fartas, receitas tradicionais e aromas familiares. Por trás dessa experiência sensorial, no entanto, existe uma engrenagem global robusta, que transforma leite em um dos alimentos mais consumidos e valorizados do planeta.

Em escala mundial, a produção de queijo já se consolidou como um dos pilares da indústria de lácteos. O volume anual ultrapassa dezenas de milhões de toneladas, resultado de cadeias produtivas altamente especializadas, que combinam tradição artesanal, tecnologia industrial e mercados consumidores cada vez mais diversos. Para dimensionar esse volume, especialistas costumam recorrer a comparações visuais: a massa total de queijo produzida no mundo equivale a milhões de grandes animais adultos ou a centenas de monumentos icônicos esculpidos em derivados lácteos.

Entre os países que lideram esse queijoverso, os Estados Unidos ocupam posição de destaque. A produção norte-americana soma vários milhões de toneladas por ano, sustentada por sistemas altamente eficientes, forte integração industrial e um mercado interno de grande escala. É uma produção tão volumosa que, em analogias populares, poderia dar origem a milhares de réplicas da Estátua da Liberdade moldadas em cheddar.

Na Europa, a Alemanha se consolida como uma das principais potências. Com produção anual superior a dois milhões de toneladas, o país combina eficiência industrial com tradição técnica. Todo esse volume corresponde a bilhões de litros de leite transformados em queijos que abastecem tanto o mercado interno quanto exportações para diferentes regiões do mundo.

O continente americano, além dos Estados Unidos, apresenta um grupo diverso de produtores relevantes. A Argentina mantém uma produção expressiva, próxima a meio milhão de toneladas anuais, com destaque para queijos de perfil duro e semiduro, como o tradicional reggianito. Em termos ilustrativos, esse volume seria suficiente para encher centenas de piscinas olímpicas apenas com queijo.

O Brasil ocupa posição singular nesse cenário. A produção de queijo brasileira se aproxima de um milhão de toneladas anuais, resultado de uma combinação entre queijos de perfil tropical e adaptações locais de estilos europeus. É um mercado marcado por diversidade regional, consumo em expansão e forte presença na alimentação cotidiana. Em comparações simbólicas, esse volume já foi descrito como equivalente a dezenas de estátuas do Cristo Redentor moldadas em queijo.

O México também figura entre os grandes produtores do continente. Sua produção anual ultrapassa centenas de milhares de toneladas, com destaque especial para o queijo Oaxaca, um ícone da gastronomia local. Só esse tipo específico representa uma parcela significativa do total nacional e, em analogias culturais, já foi comparado ao volume necessário para reconstruir múltiplas réplicas de pirâmides pré-colombianas feitas inteiramente de queijo derretido.

Mais ao sul, o Chile contribui com uma produção menor em escala absoluta, mas relevante em diversidade e identidade. Com mais de cem mil toneladas anuais, o país se destaca por queijos frescos, curados e envelhecidos, incluindo o tradicional chanco. Em termos figurativos, essa quantidade permitiria esculpir centenas de réplicas dos famosos moais da Ilha de Páscoa.

No outro extremo do planeta, a Nova Zelândia chama atenção pelo impacto desproporcional ao seu tamanho geográfico. Com produção anual próxima a quatrocentas mil toneladas, o país se apoia em sistemas de produção altamente eficientes e rebanhos de alta produtividade, posicionando-se como um ator estratégico no comércio internacional de lácteos.

Quando o olhar se volta ao consumo, os contrastes culturais ficam ainda mais evidentes. A Europa apresenta um consumo médio per capita elevado, próximo a duas dezenas de quilos por pessoa ao ano. Em países como a Grécia, esse número sobe significativamente, refletindo a centralidade do queijo na dieta mediterrânea.

Em regiões como a Índia, o consumo per capita é muito menor. Ainda assim, devido à dimensão populacional, o volume total consumido alcança vários milhões de toneladas por ano, colocando o país entre os grandes consumidores globais em termos absolutos.

As análises setoriais indicam que a produção de queijo deve seguir em trajetória de crescimento ao longo dos próximos anos, impulsionada principalmente por mercados emergentes, urbanização, diversificação de hábitos alimentares e maior acesso a produtos lácteos. Mais do que números, esse movimento reforça o papel do queijo como um elo entre cultura, nutrição e economia global.

No fim das contas, transformar leite em queijo segue sendo uma das mais antigas e eficientes formas de preservar valor, sabor e identidade. Uma alquimia que atravessa séculos — e que, ao que tudo indica, continuará conquistando paladares ao redor do mundo.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de EDairy News Brasil

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