Viajar pelo mundo, provar feta em diferentes culturas e ainda receber por isso parece roteiro de entretenimento gastronômico, mas virou realidade em uma iniciativa recente da marca francesa Prèsident.
A empresa criou o cargo de Diretor-Chefe de Feta, uma posição temporária que combinou gastronomia, viagem e produção de conteúdo, com remuneração total de R$ 160 mil por um contrato de oito meses.
A vaga, considerada incomum mesmo dentro do setor alimentício, previa que o profissional selecionado percorresse diferentes países para degustar queijo feta, explorar usos criativos do produto e compartilhar essas experiências com o público. As inscrições ficaram abertas até 21 de outubro de 2025, e o candidato escolhido já está atuando na função.
Apesar do título chamativo, o trabalho vai além da simples degustação. A missão central do Diretor-Chefe de Feta é reposicionar o queijo, tradicionalmente associado a saladas, apresentando novas possibilidades de consumo. Ao longo do contrato, o profissional deve desenvolver cinco receitas exclusivas com feta, todas fora do universo das saladas, explorando o ingrediente em preparações criativas e inesperadas.
Além da criação culinária, o projeto inclui uma forte dimensão narrativa. O profissional é responsável pela produção contínua de conteúdos para redes sociais, como textos, fotos e vídeos, registrando sabores, processos e bastidores das viagens. A proposta é transformar o feta em um personagem central de histórias gastronômicas, conectando produto, cultura e experiência.
Nesse sentido, a iniciativa da Prèsident não se limita à cozinha. Ela dialoga com tendências contemporâneas do marketing de alimentos, que privilegiam vivência, autenticidade e engajamento. O queijo deixa de ser apenas um item de prateleira e passa a ser apresentado como parte de um estilo de vida, capaz de atravessar fronteiras e hábitos alimentares.
O processo de candidatura também reforçou esse perfil híbrido. Não era obrigatório que o interessado fosse chef profissional, mas alguns critérios eram indispensáveis. Os candidatos precisavam ter mais de 21 anos, serem ativos nas redes sociais, possuir disponibilidade para viajar entre novembro de 2025 e junho de 2026, além de passaporte válido e cidadania americana — exigência ligada à logística de circulação internacional.
Com isso, a marca deixou claro que buscava alguém capaz de unir gastronomia e comunicação, com fluidez diante das câmeras e disposição para contar histórias em diferentes contextos culturais. A função exige mobilidade, curiosidade e habilidade narrativa, mais do que técnica culinária tradicional.
A escolha do feta como protagonista também não é aleatória. Trata-se de um queijo com séculos de história, profundamente ligado a diferentes culturas mediterrâneas, mas que vem sendo reinterpretado por cozinhas contemporâneas ao redor do mundo. Ao estimular novos usos, a Prèsident propõe um diálogo entre tradição e inovação, ampliando o repertório do consumidor.
Nesse contexto, o Diretor-Chefe de Feta atua como uma espécie de embaixador gastronômico itinerante. Sua função é traduzir técnicas, sabores e histórias locais para um público global cada vez mais interessado em experiências autênticas e acessíveis. O conteúdo gerado não fala apenas de comida, mas de identidade, território e criatividade.
Ao apostar em uma vaga que mistura viagem, gastronomia e narrativa digital, a Prèsident transforma um alimento clássico em protagonista de uma história contemporânea. A iniciativa mostra como o setor de alimentos vem explorando novas formas de conexão com o público, em que provar um queijo pode ser também uma forma de viajar, contar histórias e criar vínculo.
*Escrito para o eDairyNews, com informações de Aquí






