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4 fev 2026
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🧀 Iniciativa paulista oferece até 95% de subsídio para regularização e cita a Queijaria Benê como exemplo de agroindústria familiar.
Com apoio público, pequena agroindústria familiar se consolida como referência de regularização sanitária. Queijaria Benê
Com apoio público, pequena agroindústria familiar se consolida como referência de regularização sanitária.

Projeto Artesanal + Legal colocou a Queijaria Benê, de São José do Rio Pardo (SP), novamente em evidência ao ser citada pelo Governo do Estado de São Paulo como exemplo de agroindústria artesanal com potencial para avançar na regularização sanitária.

A iniciativa é coordenada pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O programa permite que agricultores familiares obtenham subsídio de até 95% das despesas, limitado a R$ 50 mil, para viabilizar o registro sanitário de suas agroindústrias.

Financiado pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), o projeto prevê um investimento global de R$ 3 milhões nesta primeira fase, sinalizando a estratégia estadual de ampliar a formalização e a competitividade do segmento artesanal.

Segundo o governo paulista, São José do Rio Pardo se destaca no cenário estadual por abrigar uma agroindústria inserida nas Rotas do Queijo de São Paulo. A Queijaria Benê atende aos critérios do programa e já comercializa produtos artesanais regularizados, condição que tende a facilitar a ampliação de mercado.

Embora o foco seja sanitário, a política pública reforça um movimento estrutural observado no setor: a profissionalização das pequenas agroindústrias como caminho para aumentar rastreabilidade, padronização e acesso a canais formais de venda — fatores cada vez mais valorizados por compradores institucionais e pelo varejo regional.

Tradição familiar e formalização

A trajetória da Queijaria Benê já havia sido destacada pelo Jornal Democrata em outubro de 2023, quando o empreendimento conquistou o Selo de Inspeção Municipal (SIM), criado pela prefeitura local.

Na ocasião, foi relatada a história de Benevonuto Ferreira, conhecido como Benê, que atua há cerca de 40 anos na produção de queijos. A tradição começou em Minas Gerais e foi posteriormente consolidada em São José do Rio Pardo.

Em entrevista ao jornal, o produtor afirmou que o SIM garante maior segurança ao consumidor e amplia as possibilidades de comercialização. Na mesma reportagem, o então gestor municipal de Agricultura, Áureo Viana Junqueira Dias, explicou que o selo permite vendas em todo o município e participação em licitações públicas.

O novo incentivo estadual segue a mesma lógica de fortalecimento institucional. Os recursos do Projeto Artesanal + Legal podem ser destinados à compra de equipamentos, adequações estruturais, elaboração de projetos técnicos, implementação de programas de autocontrole, criação de manuais de boas práticas e contratação de serviços especializados.

Esse tipo de suporte tende a reduzir barreiras históricas à formalização — especialmente custos iniciais — e pode acelerar a integração de produtores familiares a cadeias regionais mais organizadas.

Com produção diversificada, que inclui queijo meia-cura, muçarela, provolone, parmesão, ricota, manteiga e doce de leite, a Queijaria Benê consolida sua posição como exemplo de fortalecimento da agricultura familiar local, combinando tradição produtiva, regularização e apoio técnico.

Ao destacar o empreendimento, o governo paulista também reforça o papel das políticas públicas na transição de negócios artesanais para modelos mais estruturados — um movimento que, se escalado, pode ampliar a oferta formal de produtos e agregar valor às economias rurais.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Jornal Democrata

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