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6 fev 2026
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🥛 Tirol apresenta evolução produtiva, portfólio com 170 itens e investimento de R$ 200 milhões em nova planta para fortalecer a cadeia leiteira do Sul.
Mauro Dresch (e) e Adalberto Rofner, diretores executivos da companhia. Foto: Flipe Scotti. Tirol
Mauro Dresch (e) e Adalberto Rofner, diretores executivos da companhia. Foto: Flipe Scotti

Tirol apresentou os principais marcos de sua trajetória empresarial ao participar como convidada do Espaço Indústria da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), destacando evolução produtiva, posicionamento de mercado e o avanço de seu plano de expansão no Sul do Brasil.

Fundada em Treze Tílias (SC), município influenciado pela colonização de imigrantes do Tirol austríaco, a empresa surgiu em um ambiente onde a produção de leite já fazia parte da cultura local e da dinâmica econômica. A cidade, conhecida pela vocação turística e pela herança europeia, consolidou ao longo das décadas uma agroindústria leiteira relevante para a região.

A origem da companhia remonta a 1974, quando o padre Johann Otto Küng trouxe da Áustria experiência prática na produção leiteira e identificou potencial nas novas terras e nas famílias locais para impulsionar o desenvolvimento econômico. Mesmo diante de limitações estruturais, o projeto começou com a construção da unidade industrial. Posteriormente, um grupo de investidores — formado por várias famílias — assumiu a operação e formalizou, em setembro daquele ano, a fundação da Laticínios Tirol Ltda.

Os primeiros anos refletiram os desafios típicos de uma indústria nascente. A captação inicial girava em torno de 80 litros diários, entregues por produtores vizinhos diretamente à fábrica. Em poucas semanas, o volume alcançou 200 litros por dia, com uma equipe pouco superior a dez colaboradores. O crescimento da base de fornecedores exigiu a implantação de um sistema estruturado de coleta, com logística dedicada e integração progressiva das propriedades rurais à cadeia produtiva.

Com o amadurecimento dessa estrutura, a Tirol consolidou uma atuação integrada que abrange desenvolvimento, industrialização e distribuição de mais de 170 produtos voltados ao varejo e ao food service. Segundo a companhia, o modelo operacional combina rastreabilidade, padronização e controles voltados à segurança e à qualidade, além de inovação alinhada a tendências de consumo como praticidade e produtos associados à saudabilidade.

A atuação permanece prioritariamente concentrada no mercado brasileiro. Quando ocorrem iniciativas internacionais, elas tendem a ser conduzidas por projetos específicos, com parceiros e canais definidos, conforme oportunidades comerciais e requisitos regulatórios. A empresa já realizou ações na América Latina e conduz movimentos iniciais em novos mercados, incluindo África e América do Norte — um sinal de abordagem cautelosa em processos de internacionalização.

No campo de marca, a Tirol aponta parcerias estratégicas como ferramenta para ampliar conexão com o consumidor e fortalecer a execução no varejo. Um exemplo citado é a colaboração com a DreamWorks, sob a marca Shrek, voltada a campanhas direcionadas principalmente ao público familiar.

A companhia também avança na construção de uma nova fábrica em Pinhalzinho (SC), dedicada à industrialização de leite em pó e proteína do leite. O investimento estimado em aproximadamente R$ 200 milhões deve impulsionar a geração de empregos, renda e desenvolvimento regional — além de ampliar a capacidade industrial em um segmento de maior valor agregado.

O movimento ocorre em um estado que, apesar do território menor e da área agrícola limitada, sustenta uma das cadeias leiteiras mais relevantes do país. Santa Catarina é o terceiro maior produtor de leite do Brasil, atrás apenas de Minas Gerais e Paraná, com cerca de 9 milhões de litros diários.

Nesse ambiente competitivo, a defesa por condições regulatórias equilibradas ganha peso estratégico. De acordo com os diretores executivos Adalberto Rofner e Mauro Dresch, regras mais justas — que evitem distorções provocadas por incentivos desiguais ou importações em momentos inadequados — são determinantes para proteger renda, emprego e estabilidade de milhares de famílias ligadas ao setor.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de FIESC

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