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7 fev 2026
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O preço de um queijo quente de R$114 provocou críticas virais, avaliações negativas e acabou levando uma empresária a fechar duas cafeterias nos EUA ⚡
Após viralizar nas redes, o queijo quente de R$114 virou símbolo de debate sobre preços — e contribuiu para o fechamento de um café 🍞
Após viralizar nas redes, o queijo quente de R$114 virou símbolo de debate sobre preços — e contribuiu para o fechamento de um café 🍞

Queijo quente de R$114 foi o centro de uma controvérsia digital que terminou com o fechamento das duas unidades físicas do café The Farmer’s Wife, na Califórnia, Estados Unidos.

O episódio começou com um post no Reddit que viralizou e desencadeou uma onda de críticas aos preços do estabelecimento, afetando diretamente a reputação e o faturamento do negócio.

A proprietária, Kendra Kolling, decidiu encerrar as operações após o desgaste provocado pela repercussão online. A unidade localizada em Point Reyes, região turística ao norte de São Francisco, fechou no início de janeiro. Já o espaço instalado no The Barlow Market, em Sebastopol, havia sido desativado no fim de 2024, conforme informações do site SFGate.

Segundo Kolling, a publicação que questionava o valor do sanduíche atraiu milhares de comentários irônicos e avaliações negativas. Em pouco tempo, as notas do café em plataformas como Yelp e Google caíram significativamente, reduzindo o fluxo de clientes.

“Não eram apenas críticas. Eram ataques pessoais, extremamente ofensivos”, afirmou a empresária ao comentar a escalada das reações. De acordo com ela, a discussão ganhou força no início de 2025 e teve impacto imediato nas receitas, tornando a continuidade do negócio inviável.

O preço do sanduíche — considerado alto para um item simples — passou a ser interpretado nas redes como exemplo de exagero no custo de produtos gastronômicos. Para a proprietária, porém, o valor refletia uma proposta baseada em ingredientes premium e de origem local.

Kolling explicou que parte dos insumos era produzida artesanalmente, incluindo linguiças feitas na própria casa. Ela reconheceu que poderia ter reduzido despesas trocando fornecedores ou diminuindo porções, mas avaliou que essas mudanças comprometeriam a identidade do café.

A polêmica também reacendeu um debate recorrente no setor de alimentação: até que ponto consumidores estão dispostos a pagar mais por qualidade percebida, produção local e posicionamento gastronômico. Nas redes sociais, opiniões se dividiram entre quem considerava o preço injustificável e quem defendia a liberdade de cada negócio para definir seus valores.

Apesar da repercussão negativa, Kolling destacou que o fator mais difícil foi o impacto emocional da exposição pública. “Minha marca e minha identidade foram brutalmente atacadas, e isso me esgotou”, declarou.

Por enquanto, o futuro permanece indefinido. A empresária não descarta uma eventual reabertura, mas afirmou que sua prioridade é se recuperar do desgaste provocado pelo episódio.

O caso ilustra como a dinâmica digital pode amplificar debates cotidianos e produzir consequências concretas para pequenos negócios. Um item do cardápio, antes restrito ao ambiente da cafeteria, acabou se transformando em símbolo de discussão nacional — e, em poucos meses, mudou o rumo de uma marca construída em torno da proposta de alimentos artesanais.

Entre críticas, memes e avaliações negativas, o queijo quente deixou de ser apenas um sanduíche para se tornar um exemplo contemporâneo do poder das redes sociais sobre a reputação — e a sobrevivência — de empreendimentos gastronômicos.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de GBC

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