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9 fev 2026
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🚀 Minas Gerais avança na inovação láctea com rede que integra ciência e mercado.
🧩 Agência articula ciência, startups e indústria para fortalecer a inovação láctea. Polo
🧩 Agência articula ciência, startups e indústria para fortalecer a inovação láctea.

A inovação láctea tem no Polo do Leite — Agência de Inovação de Leite e Derivados — um de seus principais vetores no Brasil.

Criada com o suporte do Governo de Minas Gerais, a instituição atua desde 2007 como uma estrutura de articulação tecnológica voltada ao desenvolvimento econômico, social e produtivo da cadeia do leite e derivados.

Segundo a própria agência, sua missão é integrar competências técnicas, científicas e empresariais dentro do Sistema Agroindustrial do Leite, promovendo desenvolvimento local, regional e nacional com base em princípios de inclusão e sustentabilidade. Ao longo de quase duas décadas, o Polo do Leite ampliou sua presença institucional e consolidou parcerias estratégicas, tornando-se referência em inovação aplicada ao setor lácteo.

Um dos eixos centrais da atuação é o modelo de Open Innovation, que estimula a interlocução permanente com a comunidade científica e tecnológica. Essa estratégia se materializa por meio de iniciativas como o Sistema InovaLácteos, a Rede Ciência, Tecnologia e Inovação em Leite e Derivados e a cooperação com instituições de pesquisa e ensino superior. A agência também atua na elaboração, submissão e gestão de projetos vinculados a editais de fomento, junto a entidades como Finep, Fapemig, Fapesp e Faperj, além de projetos de transferência tecnológica para o setor produtivo.

Outro foco relevante é a conexão com o ecossistema de inovação e empreendedorismo. Por meio de desafios tecnológicos e da aproximação com startups, o Polo do Leite busca soluções para gargalos reais da indústria de leite e derivados, com impacto direto sobre eficiência produtiva, qualidade, rastreabilidade e competitividade das empresas.

A estrutura institucional inclui uma ampla rede de análises laboratoriais e parcerias com universidades e centros de pesquisa, como a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal de Lavras (UFLA), Instituto de Laticínios Cândido Tostes, Embrapa Gado de Leite, Parque Tecnológico de Uberaba e FAZU. Esse arranjo permite acesso a plataformas de pesquisa, inovação e validação tecnológica.

Na área tecnológica, a agência desenvolve sensores e instrumentação customizada, com aplicações de Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial, voltadas às necessidades específicas da cadeia láctea. Essas iniciativas refletem uma tendência estrutural do setor: a incorporação de dados, automação e inteligência analítica como base para ganhos de produtividade e tomada de decisão.

Atualmente, o Polo do Leite opera quatro Núcleos de Inovação, localizados em Juiz de Fora, Viçosa, Lavras e Uberaba, envolvendo 15 instituições de ciência e tecnologia. O ecossistema já reúne 83 startups pré-aceleradas, mais de 160 empreendedores qualificados e 26 startups incubadas.

O principal instrumento dessa atuação é o Sistema InovaLácteos (SIL), hub que conecta parceiros institucionais e tecnológicos para gerar soluções ao longo de toda a cadeia agroalimentar do leite. Executado em parceria com o Governo de Minas Gerais — por meio das secretarias de Agricultura e de Desenvolvimento Econômico — e com apoio da Fapemig, o SIL busca ampliar o número de empresas de base tecnológica e oferecer respostas concretas aos desafios do setor.

Com atuação integrada entre ciência, mercado e políticas públicas, o Polo do Leite se posiciona como um elo estratégico para transformar conhecimento em inovação, reforçando o papel de Minas Gerais — e do Brasil — na modernização sustentável da cadeia de leite e derivados.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de O Presente Rural

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