ESPMEXENGBRAIND
9 fev 2026
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Declaração de um gastroenterologista na TV reacende a discussão sobre lácteos integrais, gordura alimentar e hábitos modernos de consumo.
📺 Comentário em programa culinário coloca os lácteos integrais no centro de uma conversa acessível ao grande público.
📺 Comentário em programa culinário coloca os lácteos integrais no centro de uma conversa acessível ao grande público.

Lácteos integrais voltaram ao centro da conversa alimentar após uma declaração do gastroenterologista Facundo Pereyra na televisão argentina, que surpreendeu o público ao afirmar que os produtos descremados perderam espaço diante de uma nova visão sobre gordura, dieta e escolhas cotidianas.

Durante participação no programa La Cocina Rebelde, o médico foi direto ao responder qual versão do leite seria a mais indicada. “Morreram os lácteos descremados”, afirmou diante do público, associando sua posição ao que descreveu como uma atualização da pirâmide alimentar dos Estados Unidos, na qual o lácteo integral aparece entre as principais recomendações.

A frase, de forte impacto, rapidamente desloca a discussão para um ponto sensível do consumo moderno: a reavaliação da gordura. Segundo Pereyra, descobriu-se que ela não é prejudicial como se acreditava anteriormente. Pelo contrário, destacou que a gordura seria benéfica para as células, sugerindo uma mudança de percepção nutricional que pode influenciar escolhas cotidianas.

O comentário também incluiu uma crítica indireta ao consumo elevado de cereais, que, de acordo com o médico, não deveriam ocupar espaço tão dominante em uma dieta considerada saudável. A combinação dessas duas ideias aponta para um modelo alimentar menos centrado em produtos tradicionalmente associados ao conceito de “light”.

Embora a fala tenha ocorrido em um ambiente descontraído, típico de programas culinários, seu efeito se amplia justamente por atingir um público amplo e não especializado. Quando mensagens nutricionais aparecem em formatos de entretenimento, tendem a circular com rapidez e moldar percepções de consumo quase em tempo real.

Outro trecho da participação trouxe uma abordagem prática sobre os chamados “permitidos”, termo comum em estratégias alimentares. Pereyra preferiu substituí-lo por “prazeres”, defendendo que eles podem ser incorporados uma ou duas vezes por semana.

A recomendação veio acompanhada de uma regra simples: um prazer é aceitável, dois seguidos não. Segundo ele, a repetição elevaria a dopamina no cérebro e aumentaria o risco de retorno a hábitos considerados negativos. A proposta sugere um equilíbrio entre disciplina e satisfação, conceito que costuma ganhar aderência quando apresentado de forma clara.

O conjunto das declarações revela uma tendência comunicacional cada vez mais presente na nutrição popular: simplificar mensagens complexas em princípios fáceis de lembrar. Expressões categóricas, como a suposta “morte” dos descremados, funcionam como atalhos cognitivos para o público e ajudam a consolidar narrativas alimentares.

Para consumidores, o episódio sinaliza como recomendações nutricionais continuam em transformação e sujeitas a interpretações públicas. Já para quem acompanha o comportamento alimentar, a cena evidencia o poder da televisão em transformar opiniões médicas em conversas de fim de semana, capazes de atravessar a mesa do café da manhã até o carrinho do supermercado.

Entre gordura reabilitada, cereais questionados e espaço para pequenos prazeres, a discussão reforça uma ideia central: o modo como se fala de comida pode ser tão influente quanto aquilo que se recomenda comer.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Ei

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